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Polícia investiga rapto de menina pela mãe e maus-tratos por parte da avó

A criança estava na casa da avó paterna, quando a mãe invadiu o local e levou a garota

A menina foi resgatada pela delegada da DPCA, Vilaneide AguiarA menina foi resgatada pela delegada da DPCA, Vilaneide Aguiar - Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso de uma menina de 5 anos que havia sido raptada e que foi resgatada no fim da manhã desta sexta-feira (7) no Grande Recife. Inicialmente, havia a suspeita de que teria sido empenhada pela mãe como pagamento de dívida de drogas, mas há também a investigação sobre maus-tratos à criança por parte da avó paterna, que a criava, em Jaboatão dos Guararapes.

A denúncia do sumiço da criança foi feita pela avó paterna da menina, que teria sido levada da casa dela há cerca de uma semana. A polícia chegou ao paradeiro da criança depois de divulgar o caso, inclusive nas redes sociais. “Nós divulgamos na imprensa e em grupos do WhatsApp que estávamos à procura da criança e tivemos a informação de onde estaria a mãe. Fizemos várias diligências e encontramos a mulher”, relatou a delegada Vilaneida Aguiar, do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) de Jaboatão.

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Na delegacia, a avó paterna da criança, que não teve o nome divulgado pela polícia, disse que a a nora, mãe da menina, vivia nas ruas e que é viciada em drogas. Segundo a avó, a mãe teria empenhado a filha como pagamento de dívida de drogas depois que pegou a menina ao invadir a casa da sogra.

Nesta sexta, a criança foi encontrada e resgatada pela polícia no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, em companhia de uma vendedora ambulante que disse trabalhar em frente ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, também na capital pernambucana.

A ambulante de 19 anos afirmou que não conhecia os pais da criança e a acolheu "por pena", pois a menina se encontrava em uma situação de vulnerabilidade. Ainda de acordo com a vendedora, a menina estava pedindo esmola em frente ao Aeroporto do Recife quando foi encontrada por ela. Por fim, a mulher disse que estava com a criança há um pouco mais de um mês. O período entra em contradição com o que foi dito pela avó.

A avó paterna da criança contou que possui a guarda provisória da menina há dois anos e, se contradizendo nos depoimentos segundo a delegada, que a menina foi levada da sua casa pelo pai e pela mãe seis dias atrás. "Ele (o pai da criança) chegou lá em casa drogado, dizendo que queria comer. A criança estava dormindo e ele pegou e levou ela à força. Como eu não tinha força para impedir, eles levaram ela de mim", afirmou a avó da criança.

Após o resgate, a delegada, no entanto, informou que havia sinais de maus-tratos na criança e, por isso, a avó será investigada. A mãe da menina será indiciada por subtração de incapaz. A criança será levada a um abrigo.

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