Polícia pede ajuda de testemunhas de morte no Metrô do Recife

Pedido da polícia acontece após a CBTU anunciar que vagão não tinha câmeras de segurança, o que dificultaria o trabalho de investigação

Cientista político Alex RibeiroCientista político Alex Ribeiro - Foto: Pedro Farias

O delegado Ricardo Silveira, da 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios, recebeu, na manhã desta sexta-feira (2), o inquérito policial que apura a morte de uma mulher de 39 anos que foi baleada na cabeça durante assalto no Metrô do Recife na noite da última quinta-feira (1º). Segundo o delegado, duas testemunhas foram ouvidas pela Força Tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda na noite da última quinta (1º), e garantiram que dois homens realizaram o assalto dentro do vagão.

Silveira declarou que, durante o assalto, Edilene Maria da Silva teria reagido à investida e um dos criminosos sugeriu matar a mulher. Devido ao anúncio de morte, um homem, que ainda não foi identificado, teria sacado uma arma e atirado em direção aos criminosos. No entanto um dos disparos acabou atingindo a mulher. Silveira acredita que a versão de outras testemunhas pode ajudar a identificar os dois assaltantes. Por conta disso, a polícia espera contar com a ajuda dessas pessoas para concluir a investigação do caso, já que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que o vagão não possui câmeras de segurança. 

"A gente pede para que as pessoas que testemunharam o caso procurem a delegacia para nos ajudar. Garantimos o anonimato. O objetivo é ajudar a concluir o inquérito e identificar os assaltantes", comentou o delegado, que disse que as pessoas podem procurar a 3ª Delegacia de Homicídios, localizada na rua Doutor João Lacerda, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. O telefone para contato da delegacia é o (81) 3184.3553 ou 3184.3554.

Dentro do vagão, foram encontrados dois projéteis de revólver calibre 38. De acordo com o delegado, ainda não é possível afirmar se o homem que teria sacado a arma era um policial militar. "Ainda não dá pra saber porque o homem não foi localizado. As testemunhas, no entanto, acreditam que, pela forma da abordagem, ele pode ser um policial, sim", declarou Silveira. O delegado ainda espera que a CBTU encaminhe imagens de câmeras da plataforma. Parentes da vítima também serão ouvidos durante o inquérito policial.

Perícia

Na manhã desta sexta, o perito do Instituto de Criminalística (IC) Antônio Neto foi até a Estação Largo da Paz fazer a perícia. Ele, porém, constatou que o vagão não estava mais no local. O equipamento havia sido transferido para a Estação Central. "A perícia iniciou aqui e vamos continuar na Estação Central, já que o vagão foi transferido para lá. Isso muda a cena do crime. No Largo da Paz, constatamos gotas de sangue na escadaria, o que dá a entender que alguém lesionado desceu as escadarias em busca de socorro", comentou. A reportagem não teve acesso à perícia no vagão.

Vítima

A vítima morava com o filho de 16 anos e trabalhava, havia cerca de um mês, em um salão de beleza próximo ao Shopping Recife, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana. Edilene Maria da Silva morava no bairro de Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, havia cerca de três meses, segundo informaram os vizinhos.

Além do filho de 16 anos, ela tinha outros dois, um de 18 e outro de 20 anos. Familiares informaram que o sentimento é de revolta e questionaram o fato de que o disparo possa ter partido de um policial, que, supostamente, teria dado voz de prisão e chegado atirando.

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