Polícia prende integrantes de quadrilha que atuava em Ipojuca

Ao menos 7 homicídios, incluindo o de uma criança, são associados ao grupo

Operação Estirpe, da Polícia CivilOperação Estirpe, da Polícia Civil - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, na manhã desta quinta-feira (31), o resultado da operação Estirpe, que prendeu três homicidas de um grupo que atuava em Camela, município de Ipojuca, Região Metropolitana do Recife. Outros três integrantes do grupo permanecem foragidos, um deles é de menor.

O grupo passou a ser investigado após um duplo homicídio e uma tentativa de assassinato em Camela. Os seis integrantes da quadrilha, armados e com máscaras, invadiram a casa de uma família e mataram um bebê de 1 ano e dois meses, e seu padastro.

Os dois não eram o alvo, mas se tornaram quando a quadrilha não encontrou a vítima pretendida. A mãe da criança também foi atingida, mas sobreviveu. O fato chamou atenção da polícia pela crueldade da ação. Durante as investigações, foi identificada a participação do grupo em outros cinco homicídios na região.

“Eles matam por rixa, por disputa de território da questão criminosa de lá. Eles são um grupo bastante atuantes ali em Camela. Por conta desses desentendimentos que acontecem eles acabam matando os seus rivais”, explicou o delegado Felipe Monteiro, titular da Divisão de Homicídio Sul.

O delegado contou que prisão dos suspeitos foi comemorada no município de Camela.“Como eles estavam praticando diversos crimes no distrito já havia uma anseio da população pedindo providência. A investigação demorou um certo tempo para poder atribuir a eles todos os crimes cometidos e a prisão seja efetiva, para que eles possam responder não só por esse crime atribuído mas por todos os crimes cometidos pelo grupo”, destacou Monteiro.

 

Leia também: Corpo de mulher é encontrado em estacionamento no Bairro do Recife

 

O delegado Ermírio Azevedo, titular da Delegacia de Homicídios do Cabo, contou que a tentativa de homicídio que terminou na morte da criança, teria sido uma represália a um atentado que um dos integrantes do grupo, José Francisco da Silva,23, vulgo Inho, teria sofrido. “A causa motivadora do homicídio da criança é que o Inho teria sofrido uma atentado e seus familiares teriam que dar uma resposta, de retaliar o alvo pretendido, que não foi atingido porque estava em casa”. 


Foram presos Joalison Martiniano Ferreira, 22, vulgo Jojo; Wilson Soares de Andrade, Galego do B.O., 30, e Jõao Valdemir Cardoso de Oliveira, 20 anos. O Inho, um de menor e José da Silva Cardoso, 20, vulgo Cardoso, permanecem foragidos da justiça. Um carro roubado utilizado por Inho na fuga foi encontrado em um matagal.

Os investigadores contaram que há possibilidade de envolvimento entre o grupo e os que aparecem num vídeo que vem circulando nas redes sociais, em que se mostra o aparato armamentista dos criminosos de Porto de Galinhas. Outros crimes e esta conexão estão sendo investigadas, mas já comprova-se que o grupo preso tinha uma boa relação com os criminosos de Porto de Galinhas.

 “ Existem relatos de que eles tenho relação com o pessoal de Porto de Galinhas, eles atuavam basicamente em Camela, mas tinham relação com as pessoas que realizam atividades criminosas em Porto de Galinhas. Existem informações no sentido de que eles teriam envolvimento com o pessoal que circulou um vídeo nas redes sociais”, informou o delegado Felipe Monteiro.

 

Veja também

Linhas do TI Joana Bezerra que deveriam operar com redução de passageiros seguem com lotação
Ônibus

Linhas do TI Joana Bezerra que deveriam operar com redução de passageiros seguem com lotação

Após críticas, Ministério da Saúde retira do ar aplicativo que indicava remédios sem eficácia
Coronavírus

Após críticas, Ministério da Saúde retira do ar aplicativo que indicava remédios sem eficácia