Polícia realiza reprodução simulada no Coqueiral Park, em Olinda, para desvendar morte de criança

Paulo Roberto Santos, de 6 anos, se afogou, no local, no último dia 8. Criança participava de um passeio escolar

Banda Terra PrimaBanda Terra Prima - Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil realizou uma reprodução simulada, na manhã desta quarta-feira (19), no Coqueiral Park, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, com o objetivo de desvendar a morte de um menino de seis anos, identificado como Paulo Roberto Santos de Lira e Silva, que se afogou, no local, no último dia 8. A criança participava de um passeio escolar do Dia das Crianças quando teria entrado numa piscina infantil e se afogado.

Segundo a delegada Euricélia Nogueira, que comanda as investigações, a polícia mediu a profundidade do espaço, posicionou os familiares e os salva-dias no local onde eles disseram estar no dia do acidente. "Ainda não concluímos nada. Fizemos uma reprodução de como tudo pode ter acontecido no dia do afogamento. Analisamos estrutura, sinalização (ou falta dela) e medimos distâncias", revelou Euricélia.

De acordo com a policial, o proprietário do parque aquático, os guarda-vidas e o chefe de segurança do local serão ouvidos nesta quarta à tarde. "Eles serão ouvidos hoje e devem levar documentos e notas ficais. Vamos ouvir todos e vamos ver se eles não entram em contradição", comentou a delegada, que garantiu que a não há barreiras para separar a piscina rasa da funda e que não há sinalização para indicar a altura.

Ainda segundo a delegada, tudo precisa ser materializado no inquérito por meio das ouvidas. "Vou materializar tudo e oficiar alguns órgãos, como CREA e Corpo de Bombeiros, por exemplo. Temos que reunir tudo para verificar se houve negligência em algum lugar porque a gente pode imputar a culpa a alguém".

A criança, que se afogou na piscina, ainda chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e transferida para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área Central do Recife, onde não resistiu e morreu. A tia e a avó do garoto estavam com ele no momento do acidente. Entre outras coisas, a tia do garoto, que é técnica em enfermagem, denuncia que o parque aquático não conta com equipamentos adequados para o socorro.

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