Policiais civis ameaçam greve

Na próxima terça-feira, uma assembleia decidirá o rumo da manifestação.

Cantora Paula TollerCantora Paula Toller - Foto: Reprodução/Divulgação

 

Em meio a 3.500 cruzes negras espalhadas ao redor do Marco Zero, dezenas de policiais civis de Pernambuco se uniram em ato para registrar a paralisação da categoria. Os organizadores do protesto afirmaram que os símbolos em madeira representam a “falência da segurança pública no Estado”, causada, segundo eles, pelo sucateamento da estrutura e pela falta de respeito aos profissionais. No ato de ontem, os agentes não descartaram a deflagração de uma greve por tempo indeterminado.

Na próxima terça-feira, uma assembleia decidirá o rumo da manifestação. Reivindicando melhorias nas condições de trabalho e a implantação de um plano de cargos e carreiras, os policiais civis suspenderam suas atividades por 24 horas, causando dificuldades a quem procurou atendimento em delegacias e atrasos na liberação de corpos no Instituto Médico Legal.
“Só neste ano, já contabilizamos 3.500 homicídios em Pernambuco. No ano passado inteiro, foram 3.800. Como ainda faltam mais de dois meses para o ano acabar, possivelmente, ultrapassaremos quatro mil mortos. Isso é inaceitável”, analisou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros. Conforme o sindi­­­calista, a categoria pede o cumprimento de um plano de cargos e carreira.

“Queríamos deflagrar uma greve em fevereiro, mas fizemos um acordo com o governo para recuarmos, desde que esse pla­­­no fosse criado. Fizemos todo o projeto, enviamos para a Secretaria de Administração, mas, até agora, não tivemos nenhuma resposta”, afirmou.
Em nota, a Secretaria de Ad­­ministração alegou que a “adequação do Plano de Cargos e Carreira (PCCV) ainda está em discussão, tendo em vista que foram instituídos dois Grupos de Trabalho com objetivo de analisar e discutir reformulações no PCCV da categoria e na Lei Orgânica da Polícia Civil”.
A aposentada Maria dos Santos, 63, tentou registrar um B.O. na delegacia de Boa Viagem, mas não conseguiu. “Queria fazer um registro por um problema familiar que aconteceu no Dia das Crianças, ma snão consegui. Fui muito bem atendida e me disseram que eu poderia voltar amanhã. Se é para melhorar a estrutura de trabalho para eles, é uma paralisação justa. Vou voltar depois”, disse.

 

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