Litoral Sul

Policiamento ostensivo em Porto de Galinhas não tem data para terminar, afirma secretário

Um efetivo de mais de 250 policiais foi deslocado para a região

Secretário de Defesa Social, Humberto Freire fala sobre a Operação Porto SeguroSecretário de Defesa Social, Humberto Freire fala sobre a Operação Porto Seguro - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, afirmou, nesta sexta-feira (1), que a Operação Porto Seguro, instalada para conter ações violentas na Praia de Porto de Galinhas e demais áreas do Litoral Sul do Estado, não tem data para terminar. Ainda na noite desta quinta (31), um efetivo de mais de 250 policiais foi deslocado para a região.
 
O reforço ocorreu após protestos realizados na localidade nas últimas quarta (30) e quinta-feira, com veículos incendiados e interdição de vias. As manifestações aconteceram após a morte da menina Heloysa Gabrielly, de 6 anos de idade, atingida no peito com uma bala perdida durante uma troca de tiros entre policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e dois suspeitos de tráfico de drogas.
 
Em coletiva de imprensa realizada no início da tarde na sede da Secretaria de Defesa Social (SDS), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, o secretário Humberto Freire informou que, até o momento, não há indicativos de que o tiro que atingiu Heloysa tenha partido de um dos policiais.

Segundo o secretário, as ações violentas registradas no Litoral Sul são atribuídas a narcotraficantes. “Essa quadrilha que atua [na região] nós já mapeamos e estamos atacando ela há um tempo, tanto é que a gente vem conseguindo reduzir o número de mortes violentas, aumentar o número de prisões e apreensões e atingir cada vez de forma mais assertiva essas quadrilhas, atingindo o braço armado, quem vende a droga e a parte financeira da quadrilha para que a gente possa desarticular esses grupos criminosos por completo”, comentou.
 
“Nós temos desmantelado diversos grupos, grupos menores, grupos maiores, e a gente vai conseguir. A gente tem certeza de que quando a gente desmantela um grupo fazendo uma operação em que a gente tem R$ 1 bilhão e 800 milhões de reais bloqueados, prisões dos seus líderes, prisões do tráfico armado, prisão das pessoas que vendem a droga, a gente está fazendo uma ação importante para reduzir o narcotráfico e levar mais segurança. E assim conseguiremos”, acrescentou.
 
Freire destacou que o objetivo da operação é garantir segurança a moradores e turistas. “Nós permanecemos com a estrutura integrada da Secretaria de Defesa Social atuando, monitorando aquela área, e não temos data para sair de lá. Vamos continuar com a Operação Porto Seguro, levando segurança e tranquilidade àquela localidade”, disse. Ainda de acordo com o secretário, o funcionamento comercial também foi restabelecido. “Nós estamos com mais de 250 policiais, uma presença maciça da Polícia Militar, principalmente naquela rua do comércio de Porto de Galinhas, que garantirá todo o exercício livre das pessoas, do ir e vir, do comércio e do funcionamento de todas as atividades”, disse. 
 
Ao ser questionado sobre supostos toques de recolher que estariam ocorrendo na região, Freire afirmou que o policiamento ostensivo garantirá a segurança local. “Nós temos 250 policiais sendo empregados de dia e de noite. Não tem toque de recolher. À noite, a polícia estará espalhada por todas essas localidades e qualquer pessoa que tente impor terror, praticar crime, será devidamente imputada, levada para a delegacia para que possa responder por esse crime”, informou. 
 
“A Operação Porto Seguro consiste em nós termos além da atuação da inteligência, das investigações da Polícia Civil, a gente ter também uma atuação maciça de policiamento, garantindo o ir e vir nas rodovias, nas ruas, funcionamento de comércios e todas as atividades da vida normal, do dia a dia, daquela localidade”, completou.
 
O secretário também deu detalhes sobre as investigações instauradas. “A gente vai buscar quem praticou esse crime, essa violência, para que ele seja responsabilizado não só pelo dano ao patrimônio, mas por aquele crime que ele fez na rodovia”, comentou, referindo-se aos casos de incêndios registrados durante os protestos.
 
De acordo com o secretário, as investigações sobre o disparo que atingiu a menina Heloysa Gabrielle seguirão até a elucidação do caso. “Nós temos três investigações já instauradas. Uma pela corregedoria da Secretaria de Defesa Social, uma pela Polícia Civil de Pernambuco e um inquérito militar no âmbito da própria Polícia Militar. Nós temos os depoimentos dos policiais, no sentido de que houve um confronto com dois narcotraficantes que teriam iniciado os disparos contra o policiamento. Temos uma arma apreendida, com quatro munições deflagradas, uma viatura que teria sido atingida por disparos dos narcotraficantes. E infelizmente, e a gente se solidariza com a família, uma criança vitimada nesse confronto. A gente prossegue investigando, trazendo para essas investigações todos os elementos e provas possíveis”, finalizou.

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