Por um pino, Marcelo Suartz fica com a prata no boliche

Campeão nos Jogos de Toronto-2015, o brasileiro perdeu a decisão para o norte-americano Nicholas Pate por 190x189

Marcelo Suarts foi prata no Pan de Lima-2019Marcelo Suarts foi prata no Pan de Lima-2019 - Foto: Alexandre Loureiro/COB

O brasileiro Marcelo Suartz faturou a medalha de prata dos Jogos Pan-Americanos no boliche nesta terça-feira (30), após perder a final para o atleta norte-americano Nicholas Pate por 190x189.

Com a prata, Suartz agora soma uma medalha de cada cor em Jogos Pan-Americanos. Ele já havia ganhado o bronze em Guadalajara 2001 e ouro em Toronto 2015.

O norte-americano Jakob Butturff e o porto-riquenho Jean Perez saem da disputa com a medalha de bronze.Para chegar às finais, Suartz somou 2.772 nas etapas de classificação e avançou com o quinto melhor resultado entre os atletas.

Na disputa do todos contra todos, realizada também na manhã desta terça, o brasileiro cresceu, foi o segundo colocado, somou 4.629 pontos e avançou para a semifinal na terceira posição geral.

Com o bronze já garantido, ele enfrentou o porto-riquenho Jean Perez, levou a melhor com o placar de 234x215 e seguiu para a final contra Pate, que havia deixado de derrubar apenas um pino na semifinal contra o compatriota Jakob Butturff.

O brasileiro começou melhor a decisão, fazendo três strikes seguidos, mas deixou um pino de pé após as duas tentativas na quarta rodada. O norte-americano se manteve firme na disputa. Na oitava rodada, Suartz amargou um lançamento que resultou em um split, jogada em que dois pinos ficam de pé em lados opostos da pista, e voltou a não derrubar todos os pinos. O mesmo aconteceu com Pate na jogada seguinte, o que manteve a esperança da torcida brasileira presente no local.

Na jogada decisiva, o brasileiro fez um spare e arremessou na expectativa de derrubar ao menos oito pinos para empatar o duelo. Ele observou apenas sete caírem e ficou desolado na pista antes de ser cumprimentado por todos os companheiros ao redor.

Após a partida, Suartz disse ter dado o máximo para tentar manter a medalha de ouro conquistada em Toronto e atribui bom desempenho dele à preparação mental. “A parte mental foi fundamental para chegar onde eu cheguei. Se eu não tivesse trabalhado com visualização, meditação e hipnose, eu não teria chegado nem perto daqui”, avaliou ele.

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Dono de uma empresa, o medalhista de prata lamentou não conseguir se dedicar integralmente ao boliche. “Eu não sou profissional igual eles, mas isso nunca foi uma desculpa e eu sempre uso isso como trampolim para me motivar e chegar onde ninguém nunca chegou antes”, garante Suartz.

Jogando com um dos dedos machucados, ele minimiza que a pequena lesão tenha influenciado no resultado final. “Está em carne viva, mas a gente já está calejado e nada iria tirar a minha atenção”, afirmou.

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