Povo não sai mais às ruas para defender nossas estatais

PSB se opõe à venda da Chesf com base em argumentos levantados por Miguel Arraes

Em uma primeira etapa do plano de demissão, houve a adesão de 736 empregadosEm uma primeira etapa do plano de demissão, houve a adesão de 736 empregados - Foto: Agência Brasil

Está marcada para amanhã, no Recife, uma assembleia geral extraordinária da Chesf para discutir mudanças no seu estatuto. Ela perderá sua autonomia, ficando totalmente subordinada à Eletrobrás, empresa que integra o Plano Nacional de Desestatização do governo Michel Temer. Em Pernambuco, é grande a movimentação de políticos do PSB contra a privatização da Chesf com base no velho argumento de que se valeu Miguel Arraes para se contrapor à venda da empresa durante o governo FHC: privatizá-la significa privatizar também o São Francisco, já que ela depende do rio para sobreviver. A propósito, pesquisa recente do Datafolha constatou que a maioria dos brasileiros é contra a privatização de nossas estatais, sobretudo do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobrás. Não por consciência política e sim pela “lavagem cerebral” de que foi alvo nas três últimas campanhas presidenciais, nos seguintes termos: o que é do estado é bom para o povo, e o que é privado não presta. Só que, na prática, o brasileiro está pouco se lixando sobre se nossa telefonia celular é controlada pelo estado ou por grupos privados. Quer que ela funcione e lhe ofereça serviços de qualidade. Além do mais, depois que a Petrobrás foi saqueada por políticos inescrupulosos, que dividiam o poder com o presidente da República de plantão, quem mais se dispõe a sair às ruas para defender nossas estatais a exemplo do que se fez, por exemplo, na década de 50, com a campanha “O petróleo é nosso?”

Descanso para férias

O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSL), tirou 10 dias de férias para descansar. Viajou ontem para Londres em companhia da mulher, Socorro, deputada estadual pelo PSL. Até o próximo dia 27, o município será governado pelo vice-prefeito Bringel Filho, herdeiro político do ex-deputado Emanuel Bringel e candidato a deputado federal pelo PSDB.

Para todos - Embora em conflito com a Compesa, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), afirma que ela também pode se habilitar para participar da concorrência pública que selecionará a empresa responsável pela gestão dos serviços de água e esgoto do município.

Fórum - O desembargador Leopoldo Raposo, que está concluindo o seu mandato na presidência do Tribunal de Justiça, esteve ontem em Bezerros para autorizar a construção do novo fórum do município. O prefeito (e seu primo) Severino Otávio Raposo (PSB) deu-lhe as boas vindas.

Pela paz - O prefeito Bruno Pereira (PTB) reassumiu ontem a Prefeitura de São Lourenço, da qual ficou afastado por 113 dias, com a mão estendida para o vice, Gabriel Neto (sem partido), que o substituiu durante o período de afastamento: propôs-lhe uma reconciliação.

Pode mais - A direção da Rede em Pernambuco convidou o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, para participar de um debate hoje no Recife com a sua militância. Quer saber com detalhes o que significa o movimento “Pernambuco pode mais” que Lossio lançou no Sertão.

Carnaval - Pela primeira vez, em sua história, Olinda vai realizar um carnaval apenas com recursos de patrocinadores. Dos cofres da prefeitura não sairá um tostão, garante o prefeito Professor Lupércio (SD). O tamanho do carnaval, diz ele, será o tamanho do patrocínio.

Prevenção
- Joaquim Neto (PSDB), prefeito de Gravatá, submeteu-se ontem a uma bateria de exames no Hospital Português do Recife. A saúde está em forma, mas o peso além do desejável.

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