Pratas-da-casa enfraquecidos na Ilha

Sport até começou 2016 dando sinais de que repetiria a evolução iniciada em 2014, com o treinador Eduardo Baptista, porém, escorregou, e deve finalizar a temporada com apenas um prata-da-casa entre os seus titulares

Bohemian Rhapsody Bohemian Rhapsody  - Foto: Divulgação

Com a crise econômica atual, as altas dívidas dos clubes e a escassez de público, geradas por itens como transmissão da televisão, violência, entre outros, as agremiações foram se moldando ao novo formato financeiro exigido no mundo da bola. Porém, um dos conceitos básicos é atemporal e permanece como essencial para uma boa saúde financeira: formar atletas, ser uma fábrica para faturar com as vendas de crias oriundas dos Centros de Treinamento. E após ser um exemplo em 2015, o Sport até começou 2016 dando sinais de que repetiria a evolução iniciada em 2014, com o treinador Eduardo Baptista, porém, escorregou, e deve finalizar a temporada com apenas um prata-da-casa entre os seus titulares. E até mesmo com pouco espaço dos garotos entre os reservas, com Neto Moura e Renê sendo os únicos que transitam entre esses dois status com frequência. Nomes como Oswaldo, Evandro, Fábio, Wallace e Juninho acabaram perdendo espaço e muitas vezes treinam em separado do elenco principal.

Em 2014, quando Eduardo Baptista assumiu, a prioridade no tratamento com os meninos da base era declarada abertamente pelo treinador. Foi quando peças como Renê, Oswaldo, James Dean, Érico Júnior e Joelinton começaram a ganhar espaço e sequência no elenco profissional. O primeiro e o último agarraram de vez a oportunidade e ganharam a companhia de Neto Moura, também lançado por Baptista. O primeiro fruto dessa nova mentalidade na Praça da Bandeira foi colhido em junho do ano passado, no valor de R$ 7 milhões, pagos pelo Hoffenheim, da Alemanha, para comprar os direitos do jovem leonino de 18 anos. Em seguida, Neto Moura e Renê foram ganhando espaço e várias sondagens realizadas, mas nenhuma foi concretizada.

No começo desta temporada, a diretoria rubro-negra investiu pesado em peças específicas e não em quantidade. Com o elenco enxuto, Paulo Roberto Falcão se viu obrigado a apostar em atletas da base, como o meia Fábio e o atacante Wallace, destaques na Copa São Paulo de Juniores, além de Juninho, um veloz centroavante de apenas 17 anos, que teve uma excelente participação no vice-campeonato da Copa do Brasil sub-17. Porém, todos eles perderam espaço no final do primeiro semestre e tampouco conseguiram recuperá-lo com o treinador Oswaldo de Oliveira. Esquecido durante todo o Brasileirão, Neto Moura foi resgatado neste segundo turno da disputa, mas após quatro partidas voltou para o banco de reservas. Por enquanto, apenas Everton Felipe se sustenta entre os titulares, com Renê tendo pedido a vaga para o improvisado Rodney Wallace.

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