Prefeito de Porto Alegre crê em volta do Estadual só no fim do ano

Dupla Gre-Nal marcou reapresentação para retomada dos treinos, mas prefeito estima tempo mais longo até as partidas acontecerem

Inter e Grêmio não devem retornar aos jogos tão cedo para o prefeito de Porto AlegreInter e Grêmio não devem retornar aos jogos tão cedo para o prefeito de Porto Alegre - Foto: Reprodução/Gremio

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., botou o pé no freio com relação à volta do futebol. Em entrevista à Rádio Gaúcha, ele afirmou que o retorno das partidas na cidade "não parece que seja uma realidade breve" e foi além: estimou retomada perto do final de 2020.

"Não me parece que haverá (partidas), de alguma forma, talvez nem neste ano. Mas se ocorrer, vai ser mais para o fim do ano o reinício de atividades competitivas que exijam contato físico. Não me parece que seja uma realidade breve", disse Marchezan.

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Na quinta-feira da semana passada, decreto municipal liberou retomada dos treinos. Com o texto publicado pela prefeitura, a dupla Gre-Nal marcou reapresentação dos jogadores.

O governador Eduardo Leite vai se reunir com o presidente da FGF (Federação Gaúcha de Futebol) para tratar da volta do Gauchão. Também na semana passada, foi admitida a possibilidade de o estadual ser concluído sem torcida nos jogos.

A FGF pretende apresentar ao governo do estado um plano sanitário e de ação para volta do Campeonato Gaúcho. Os jogos foram suspensos faltando três rodadas para o final da fase de classificação do returno. Depois, existe mata-mata para definir campeão da etapa.

Se o Caxias não vencer o segundo turno, o regulamento prevê finalíssima em duas partidas. A ideia da federação é manter a rodada de clássicos para a retomada do Gauchão e alterar a eventual decisão - passando de jogos de ida e volta para uma partida única, provavelmente em estádio neutro.

"Não sou especialista em futebol, mas são 22 pessoas, em uma atividade de alto contato, com transpiração, onde a troca de gotículas salivares não é recomendável para a proteção dos próprios atletas, mas cada agonia no seu dia. Temos uma estrutura que hoje é suficiente para atender à demanda, mas vamos atualizando. Não vou ser definitivo", ponderou o prefeito.

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