Prefeito ligado a Raul Henry rompe com o governador

Briga do prefeito de Goiana teve início com o então secretário Felipe Carreras

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Licenciado da prefeitura há 1 ano e 2 meses para tratamento de saúde em São Paulo e nos EUA, o prefeito do município de Goiana, Osvaldo Rabelo Filho, eleito pelo MDB com apoio do vice-governador Raul Henry, anunciou ontem o seu rompimento com o Palácio do Campo das Princesas. A briga teve início com o então secretário de Turismo, Felipe Carreras, pela posse do Paço Municipal, um dos prédios do município tombados pelo Patrimônio Histórico. Carreras o restaurou para dar-lhe outra finalidade mas o prefeito foi à Justiça e obteve uma liminar reconhecendo o direito da prefeitura de ocupá-lo. O prefeito acusa o governador Paulo Câmara de estar prejudicando a cidade por causa desta briga, dizendo que Goiana está isolada no litoral norte em razão da “buraqueira” nas rodovias estaduais e da “assustadora onda de violência” que atemoriza a população. Disse também que desde que derrotou o candidato do PSB em 2016, o governador “vem praticando absurdos no município, esvaziando o Hospital Regional e até impedindo que o prefeito tenha acesso ao Paço Municipal, através de recursos protelatórios na Justiça, visando a apossar-se de um imóvel que pertence ao município há mais de um século”. Por último, declarou que Carreras pôs os pés em Goiana, “com interesse eleitoral”, e que o governador, se não conhece ainda o município, “irá conhecê-los nas próximas eleições”.

Ainda não é tempo
Ainda não será hoje que o deputado André Ferreira (PSC) será confirmado como candidato a senador na chapa do petebista Armando Monteiro. Há outras articulações em curso e por isso o senador está sem pressa para anunciar o fechamento de sua chapa. A paciência dele é igual à de Paulo Câmara, que só pretende anunciar o vice e os dois candidatos a senador no final de julho.

Nem aí > A vereadora Marília Arraes (PT) está tão convencida de que não haverá aliança do seu partido com o PSB, em nível nacional, que continua tocando sua campanha para o governo estadual em companhia de Sílvio Costa (Avante), que poderá ser seu candidato a senador.

Adesões >
Se todos os prefeitos, ex-prefeitos e vereadores que já declararam apoio a Sílvio Costa para senador mantiverem a palavra, ele poderá tornar-se um candidato competitivo. O último a fechar com ele foi o ex-prefeito de Riacho das Almas, Dioclécio Rosendo (PSDB).

O vice > Alckmin (PSDB) diz que estaria em boa companhia com um “vice nordestino”, mas essa declaração deve ser vista com reservas. É que em 2006, quando se candidatou pela primeira vez, o vice dele foi o pernambucano José Jorge e o resultado não foi bom. Ele teve mais votos no 1º turno do que no 2º.

Fenômeno > O PHS, ao qual o deputado pernambucano Pastor Eurico pertenceu até abril, tem sido um fenômeno entre os “nanicos”. Em 2016 elegeu o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil e, anteontem, o governador de Tocantins, Mário Carlesse, com 75% dos votos válidos.

Chapinha > Deputados do PSB vão pedir a Paulo Câmara que pressione o PP de Eduardo da Fonte a entrar também no “chapão” da Frente Popular. O deputado já avisou que esta hipótese está descartada. O PP vai marchar com uma “chapinha” para deputado estadual, mas admite entrar no “chapão” para deputado federal.

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