Homofobia

Premiê húngaro justifica lei polêmica e diz defender homossexuais

Primeiro ministro da Hungria, Viktor OrbanPrimeiro ministro da Hungria, Viktor Orban - Foto: John Thys / AFP

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, defendeu nesta quinta-feira (24) a polêmica legislação adotada em seu país contra a comunidade LGTB, mas disse ser um defensor dos "direitos dos homossexuais", ao chegar a Bruxelas para uma cúpula da União Europeia (UE).

"Eu defendo os direitos dos homossexuais. Mas esta lei não é sobre isso. É sobre o direitos dos menores de idade e dos pais. Não é sobre a homossexualidade, nem qualquer interferência sexual. Não é sobre homossexuais", afirmou Orbán, acrescentando que não recuará.

Entenda o caso
A Hungria aprovou, na semana passada, uma lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores. A medida gerou preocupação entre as associações de defesa dos direitos humanos, críticas aos ataques primeiro-ministro conservador Viktor Orban à comunidade LGBT.

A lei foi aprovada por 157 votos a favor e um contra no Parlamento controlado pelo partido de direita de Orban, o Fidesz. A votação foi boicotada por grande parte da oposição.

"A pornografia e os conteúdos que representem a sexualidade, ou promovam o desvio de identidade de gênero, a mudança de sexo, ou a homossexualidade, não devem ser acessíveis a menores de 18 anos", diz o texto consultado pela AFP. 

Na prática, isso significará a proibição de programas educacionais, ou propagandas solidárias com minorias sexuais, ou de gênero, como uma da Coca-Cola, em 2019, com um casal de homens. A peça publicitária gerou pedidos de boicote no país.

ONGs de defesa dos direitos humanos temem que isso implique a proibição de livros, de séries, como "Friends", e de filmes como "Briget Jones", "Harry Potter", ou "Billy Elliot", onde se evoca a homossexualidade.

Milhares de pessoas protestaram na noite de segunda-feira (14) nas ruas de Budapeste para denunciar esta "propaganda permanente" do governo contra a comunidade LGBT.

 

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