Presença nem sempre é fácil

“A gente trabalha para garantir que a EJA tenha a mesma importância das outras modalidades. Estamos falando em inclusão social, ampliação de cidadania”, aponta Hugo Regis.

Anderson Ferreira comandou caminhada em Jaboatão CentroAnderson Ferreira comandou caminhada em Jaboatão Centro - Foto: Matheus Britto / Divulgação

Um dos preceitos básicos da EJA é a equiparação com a educação regular. Nesse sentido, algumas conquistas fo­­­ram feitas nos últimos anos, como a criação de um currículo e de um livro didático específicos da modalidade, tan­­­to para o fundamental, quanto para o ensino médio. Outros itens, como o fardamento e a merenda, que é muito importante para o aluno que trabalha o dia todo e vai ficar na escola até 22 horas, também fazem parte da realidade do EJA em Pernambuco.

Essa necessidade se dá pelo fato de que o aluno da EJA tem muitos motivos para não ir às aulas. É aquele estudante que em algum momento da vida já abandonou a escola e que geralmente tem família para cuidar, trabalho e compromissos sociais que uma criança em idade regular não tem. “A gente está com o cuidado de manter os alunos nas escolas. Muitas vezes a gente começa uma turma com um bom número de alunos e termina com um grupo reduzido. É por isso que a gente vem fazendo um trabalho sobre evasão, com ações nas escolas. Estudando o que fazer para que isso não aconteça”, comenta Verônica Luzia, da SEE.

Joselina Ferreira, de 42 anos, batalhou para não engrossar esse dado negativo. Ela casou muito cedo e largou os estudos para morar em São Paulo e cuidar dos filhos. De volta ao município de Buíque, em 2012, ela decidiu voltar a estudar. “Em 2013 eu entrei no 7º ano e agora consegui terminar o ensino mé­­­dio. Há 26 anos não frequentava uma sala de aula. Tinha medo de voltar por causa disso. Aprendi muita coisa, é muito bom. O apoio da família foi importante”, ensina a aluna da escola estadual Vigário José Inácio.

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