Presidente do PSL nega ações de empresas no WhatsApp e ataca Haddad

'O nosso crescimento é orgânico', afirma Bebianno

O presidente do partido de Bolsonaro fez críticas diretas à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.PauloO presidente do partido de Bolsonaro fez críticas diretas à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo - Foto: Reprodução/YouTube

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, negou nesta quinta-feira (18) que a campanha de Jair Bolsonaro receba ajuda de empresas para divulgar por meio das redes sociais notícias contra o PT, adversário no segundo turno. "Nem o PSL nem a campanha do candidato Jair Bolsonaro e muito menos o candidato Jair Bolsonaro se prestam a esse tipo de papel. Toda e qualquer doação feita até hoje, fosse para o PSL, fosse para a campanha do candidato, são recursos doados via nossa plataforma, de acordo com a legislação", afirmou.

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Reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18) mostrou que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno. Ao contrário de outros integrantes da campanha, que acusaram o jornal de estar a serviço do PT, Bebianno concentrou suas críticas a Fernando Haddad (PT), com quem Bolsonaro disputa o segundo turno da corrida presidencial.

"A história que o PT tenta contar é simplesmente ridícula. Eu nem li direito a matéria da Folha, não tive tempo hoje, mas pelo que eu vi um pronunciamento do senhor Haddad na CBN, se não me falha a memória, deu para ver ali que aquilo não passa de uma brincadeira –'milhões e milhões e milhões'. Isso não existe. Não faz parte da nossa política", disse, acusando o PT de estar acostumado a pagar por apoio.

"É um sinal claro de profundo desespero porque vai perder as eleições como bem prenunciou o senhor Cid Gomes recentemente. O senhor Haddad precisa saber que denunciação caluniosa é crime e ele vai ter que responder por isso", afirmou, acrescentando que o PSL deve processar o candidato petista.

Questionado sobre se a campanha contratou alguma empresa para impulsionar conteúdo na internet, ele negou. "Nunca fizemos qualquer tipo de impulsionamento, de direcionamento. O nosso crescimento é orgânico. Muito antes de começar a pré-campanha, o candidato Jair Bolsonaro já tinha uma rede social muito, muito grande. Como ele tem esse diálogo direto e verdadeiro com a população, é um trabalho voluntarioso feito por pessoas pelo Brasil afora, coisa que o PT não tem", afirmou.

Mais cedo, Bolsonaro disse não ter controle sobre ações de empresa. Perguntado sobre a declaração do candidato, Bebianno disse que é impossível saber sobre as ações de companhias e acrescentou que Haddad é quem terá de provar que isso ocorreu.

"Vamos ver se eles conseguem provar o que estão falando: caixa 2, doações ilegais, isso está muito longe do PSL, está muito longe do candidato Jair Bolsonaro."
Bebianno disse ainda que o PSL tem feito campanha com pouco dinheiro, apenas com base nas doações por meio de uma vaquinha virtual, limitada a pouco mais de mil reais por dia por CPF.

"No primeiro turno gastamos pouco mais de R$ 600 mil. Encerraremos o segundo turno gastando um pouco mais do que o dobro disso. Ou seja, uma campanha muito modesta, muito simples, porem muito bem feita porque nos trabalhamos com qualidade, com a verdade, ao contrario do partido dos trabalhadores."

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