Preso mais um suspeito de atear fogo na Casa do Pará

Com a prisão de Romildo Soares da Silva, o "Tranquedo", o inquérito da Polícia Civil está encerrado

Coletiva de apresentação da prisão do suspeitoColetiva de apresentação da prisão do suspeito - Foto: Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

Foi apresentada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (21) a prisão de Romildo Soares da Silva, o"Tranquedo", um dos suspeitos de atear fogo no restaurante Casa do Pará, localizada em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O incêndio criminoso aconteceu na madrugada do dia 20 de janeiro de 2017. O acusado estava foragido desde a execução do ato criminoso.

No momento da prisão, segundo a Polícia Civil, Tranquedo estava na companhia de Jammerson Alyson Tavares dos Santos, que estava em liberdade condicional. No interior de um veículo Gol no qual a dupla estava, policiais encontraram um revólver calibre .38, um simulacro de pistola, uma quantidade pequena de maconha, objetos do tráfico, um caderno com contabilidade do tráfico, munições de vários calibres.

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De acordo com o delegado gestor do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Cláudio Couto, Jammerson alegou que o veículo era emprestado de um amigo, e que, no momento não possuía os documentos.

“Desde o crime identificamos que Romildo, que conseguiu fugir em setembro, estava traficando entorpecentes e confessou que praticou dois homicídios, em Casa Forte. Ele foi contratado pelo proprietário (do Ponto do Açaí), recebeu dinheiro e efetivamente participou da execução de atear fogo no estabelecimento concorrente”, disse o delegado gestor do Denarc.

A dupla foi autuada em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, nas proximidades do Fórum de Joana Bezerra, na área central da Capital, e está sendo investigada por tráfico de entorpecentes. Tanto Tranquedo quanto Jammerson possuem antecedentes criminais. Romildo já havia sido preso pelos crimes de homicídio e porte ilegal de armas.

O suspeito confessou a autoria dos homicídios. O primeiro praticado no Poço da Panela, e o segundo no bairro do Monteiro, nas redondezas de Casa Forte, Zona Norte do Recife.

Segundo o delegado, os crimes foram motivados por vingança. Em depoimento, o suspeito disse que mataram seu cunhado e ele queria se vingar. De acordo com a polícia, Tranquedo alegou que a primeira execução aconteceu por engano. Já no segundo homicídio, a suposta pessoa que teria assassinado o cunhado de Romildo, foi executada com sucesso.

Tranquedo também confirmou ter sido contratado pelo empresário Leonardo Emanuel Mendonça Lacerda, diretor executivo do restaurante concorrente Ponto do Açaí, para atear fogo na unidade da loja Casa do Pará, localizada na Avenida Conselheiro Aguiar, e admitiu ter recebido dinheiro para pôr o crime em prática. O acusado admitiu que a ama encontrada pela polícia no veículo, no momento da prisão, pertence a ele.

De acordo com a PC, a busca por Tranquedo já havia sido engatada há muito tempo. Em um momento anterior à prisão, também segundo Cláudio Couto, Romildo estava escondido na residência de Jammerson, em Jaboatão dos Guararapes, região Metropolitana de Recife, mas conseguiu fugir antes da chegada dos policiais na casa do parceiro.

Jammerson, que também tem passagem pela polícia estava em liberdade condicional desde 17 de março deste ano. No entanto, essa condição, agora, está suspensa. O parceiro de Tranquedo já havia sido autuado por posse ilegal de arma. Além do carro, uma motocicleta, avaliada em 18 mil, foi apreendida.

Incêndio criminoso

Em setembro, Leonardo Emanuel Mendonça Lacerda, foi preso como mandante do crime e solto dia 13 de dezembro de 2017. Outros dois suspeitos de participarem do crime também já haviam sido presos. João Vitor, 22, e José Plínio, 24. A situação de ambos está sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Romildo será encaminhado ao Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), e ficará em prisão preventiva, enquanto Jammerson seguirá para o Presídio Juiz Antônio Luiz Lind de Barros (Pjallb).

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