Preso suspeito de fornecer armas usadas em assalto a pizzaria

Crime aconteceu em julho do ano passado, no bairro do Ipsep, no Recife

Ivaldo Pereira, delegadoIvaldo Pereira, delegado - Foto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, na manhã desta segunda-feira (31), a prisão de um suspeito de fornecer as armas usadas para assaltar uma pizzaria no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife, no dia 20 de julho de 2016. No dia do crime, um policial que estava no lugar reagiu à ação e houve troca de tiros, deixando um dos suspeitos ferido.

O homem identificado como Diego Trajano da Silva, 22, é o apontado como suspeito de fornecer as armas usadas no assalto. Mesmo não tendo participado de forma direta do crime, ele responderá por associação criminosa e tentativa de latrocínio, que é o mesmo crime que os suspeitos do assalto são investigados.

“É importante afirmar que embora Diego não tenha ido até o local onde ocorreu a tentativa de latrocínio, ele emprestou a arma, ou seja, ele concorreu, participou de forma indireta desse crime. Na medida que ele emprestou a arma aos criminosos, ele sabia o que ia acontecer, então ele passou a fazer da associação criminosa que cometeu esse latrocínio, logo ele também responde pelo crime”, destacou o delegado Ivaldo Pereira, gestor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O aluguel de armas tem se tornado uma prática comum entre os criminosos. De acordo com a polícia, outros crimes que envolvem a realização deste tipo de atividade estão sendo investigados. Porém, para os criminosos, o crime do aluguel de armamento é visto como inofensivo. “Nós estamos observando que isto está sendo uma prática corriqueira. Indivíduos que utilizam do aluguel de armas pensando que não irão responder se forem presos. No caso, pensam que vão responder apenas por porte de armas. Isso não é correto. Na medida que você empresta, aluga uma arma, responde pelo delito que essa arma, ou aquele que estava de posse da arma emprestada, cometeu”, esclareceu Pereira.

Segundo o delegado, há inclusive a possibilidade dar armas de Diego terem sido usadas para outras ações criminosas. “A investigação prossegue, justamente para verificar a participação do Diego em outros delitos. Porque a gente sabe que ele tinha essa prática de alugar, emprestar armamento para outros criminosos”, afirmou o delegado.

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