Presos do Cotel poderão trabalhar em fábrica de concreto instalada na unidade; governo abre edital
Empresas que tenham interesse em implantar e desenvolver a unidade fabril no Cotel têm até 5 de junho para participar
Presos do Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR), poderão trabalhar em um fábrica de concreto a ser instalada na unidade prisional.
Empresas que tenham interesse em implantar e desenvolver a unidade fabril no Cotel têm até 5 de junho para participar de um edital de chamamento público e enviar propostas.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap/PE), responsável pelo processo, o objetivo da iniciativa é ampliar as oportunidades de trabalho entre os custodiados do sistema prisional.
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Entre os itens que serão produzidos na fábrica estão blocos de concreto e outros produtos do segmento da construção civil.
Os presos trabalharão com jornadas de seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira. A remuneração será de até 3/4 do salário mínimo vigente, conforme previsto em lei federal.
As empresas devem enviar a documentação pelo e-mail [email protected] . Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3184.2186 e no edital disponibilizado pela Seap/PE.
O edital prevê que o governo do estado poderá receber da empresa como contrapartida pelo uso do espaço e da mão de obra uma parcela de 5% a 25% da produção mensal.
Espaço onde será implantada a unidade fabril no Cotel | Foto: Seap/DivulgaçãoBenefícios
A iniciativa prevê benefícios para os presos, como a oportunidade de capacitação e experiência profissional prática que contribui para a reinserção social e no mercado de trabalho e a remição de pena, que prevê a redução de um dia de pena a cade três dias trabalhados.
Para as empresas participantes, a iniciativa oferece benefícios como a redução de custos operacionais e o incentivo à responsabilidade social.
“Faz parte de uma reestruturação do sistema prisional de Pernambuco, que já vem fortalecendo simultaneamente a segurança e a reintegração social. Que os empresários que desejam investir, possam produzir no sistema prisional e contribuir com esse grande projeto de responsabilidade social”, destacou o superintendente de Trabalho e Ressocialização da Seap, Alexandre Guimarães.

