Presos na Operação Sem Divisa cometeram 15 ações em agências bancárias

Segundo a polícia, 22 pessoas participavam da quadrilha - 16 foram presas, três morreram e três seguem foragidas

Uma quadrilha suspeita de assaltar e explodir agências bancárias em Pernambuco e na Paraíba foi desarticulada pela Polícia Civil. Os detalhes da Operação Sem Divisa foram divulgados na manhã desta segunda-feira (30), durante coletiva de imprensa. Os integrantes foram presos na última sexta (27).

O grupo desarticulado é responsável por realizar 15 ações entre 2015 e 2016, em diversas agências. De acordo com o delegado Paulo Berenguer, que comandou as investigações em Pernambuco, 22 pessoas participavam da quadrilha - 16 foram presas, três morreram e três seguem foragidas.

Com os presos, foram apreendidas 49 emulsões explosivas. "As investigações já duram nove meses, mas continuam. A maioria do material apreendido já foi identificado", comentou o delegado. As investigações tiveram início após as explosões de duas agências, em Macaparana e em São Vicente Ferrer, em abril de 2016.

De acordo com Berenguer, Carlos Roberto da Silva, conhecido como Beto Baixinho, é o líder da quadrilha e segue entre os foragidos. Já entre os presos está um vereador da cidade de Alcantil, na Paraíba. Moisés Marques Souza (PV), de 36 anos, é suspeito de guardar e transportar o armamento, além de assassinar um dos integrantes da quadrilha.

Participaram da operação 200 policiais civis de Pernambuco e 50 policiais civis da Paraíba. Além das emulsões explosivas, foram apreendidas armas de fogos, munições, dinheiro, uma sucata de caixa eletrônico, ferramentas e equipamentos utilizados nos arrombamentos. Os presos vão responder por diversos crimes como: organização criminosa armada, comércio clandestino de armas de fogo, explosivo, acessórios e munições de uso restrito, explosão, incêndio, homicídio tentado quadruplamente qualificado, resistência e roubo consumado triplamente qualificado. Se somadas, as penas ultrapassam mil anos de reclusão.


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