Prevenção para enfrentar o ciclo chuvoso no Grande Recife

Recife, Olinda e Paulista iniciam os trabalhos preventivos de limpeza de canais e galerias. Juntos, investimentos chegam a R$ 8,5 milhões

No canal do Arruda, o cenário encontrado pela Folha, ontem, foi o de mato para todo ladoNo canal do Arruda, o cenário encontrado pela Folha, ontem, foi o de mato para todo lado - Foto: Arthur Mota

 

Ano após ano, o lixo depositado irregularmente e a ausência de manutenção transformam canais e galerias em verdadeiras ameaças à porta de casa. Com a chegada do ciclo chuvoso, o quadro fica ainda mais grave, repetindo cenas de alagamentos, sujeira e muitos transtornos. No Grande Recife, a partir desta terça-feira (24), operações de limpeza prometem se antecipar ao inverno. Juntos, os investimentos somam R$ 8,5 milhões.

O trabalho na Capital envolverá a correção da rede de drenagem de águas pluviais em cerca de 100 pontos. Em Olinda também haverá a retirada de carcaças e o uso de máquinas de remoção. Já em Paulista, arte-educadores devem conscientizar os moradores.

De acordo com a Emlurb, a limpeza dos canais no Recife já foi concluída em dez locais e segue em andamento em outros cinco. O serviço promete incluir também a capinação interna e das margens, o que ensejará um aporte da ordem dos R$ 5 milhões.

“A ideia é entrar no inverno de forma mais tranquila. Com a limpeza de canaletas, por exemplo, conseguimos frear uma grande quantidade de lixo das ruas que acabam indo parar dentro dos canais”, explicou a diretora de Manutenção Urbana, Fernandha Batista.

Toda a sorte de dejetos ainda prevalece no canal do Arruda, na Zona Norte, considerado um dos maiores da Cidade. Nas águas escuras, os sacos de lixo doméstico se misturam com garrafas, eletrodomésticos e também restos de construção, depositados sem considerar a legislação. “É um drama que se repete, onde sofremos pelo próprio desrespeito das pessoas”, diz o aposentado Francismar Gonçalves, 65, que reside nas imediações.

A dor de cabeça também é espelhada no canal do Rio da Prata, no bairro do Ibura, na Zona Sul; ou ainda no canal Guarulhos, em Jardim São Paulo, na Zona Oeste. “Quando a água sobe, sempre perdemos tudo”, lamentou a dona de casa Sônia Batista, 44.

Já em Olinda, o canal dos Bultrins é conhecido, historicamente, pelos alagamentos. Por lá, o lixo e o mato alto não deixam passagem para a água. É o caso também do canal do Colibri, em Rio Doce, onde até mesmo carcaças de automóveis já foram retiradas. De acordo com o secretário-executivo de Manutenção Urbana, Givaldo Freitas, serão investidos R$ 3,2 milhões. “Nos­so planejamento é para limpar os 22 canais da cidade até o mês de maio”0 assegurou.

Em Paulista, a operação Canal Limpo tem início hoje, focando em 28 canais que cortam a cidade. Os trabalhos partem do canal da PE-15, nas imediações dos bairros de Vila Torres Galvão e Fragoso. Entre os objetos despejados estão sofás e colchões. De acordo com a prefeitura, os investimentos serão na ordem de R$ 300 mil.

 

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