Prisão de ex-governador movimenta eleições em Mato Grosso do Sul

André Pucinelli (MDB) teve sua candidatura cancelada após ele e o filho serem presos em desdobramentos da operação Lama Asfáltica

André Pucinelli (MDB) é ex-governador do Mato Grosso do SulAndré Pucinelli (MDB) é ex-governador do Mato Grosso do Sul - Foto: Reprodução/Instagram

A eleição para governador em Mato Grosso do Sul terá disputa de seis candidatos marcada pela recente prisão do ex-governador André Pucinelli (MDB). Além do atual governador tucano Reinaldo Azambuja, disputam o cargo Humberto Amaducci (PT), Marcelo Bluma (PV), João Alfredo (PSOL), Odilon de Oliveira (PDT) e Júnior Mochi (MDB). Puccinelli teve sua candidatura cancelada após ele e o filho, André Puccinelli Júnior, serem presos em desdobramentos da operação Lama Asfáltica sob a acusação de diversos crimes, como lavagem de dinheiro e cobrança de propina a empresários. A prisão ocorreu há um mês. Com as prisões, o MDB chegou a lançar a senadora Simone Tebet como pré-candidata, mas ela desistiu no último dia 12. A solução do partido foi adotar um plano C com a candidatura do deputado estadual Júnior Mochi ao cargo.

Em seu plano de governo, Azambuja apresentou uma análise de sua atuação até o momento e propõe dar continuidade às ações de seu primeiro mandato. Dentre elas, concluir obras públicas, como hospitais e a implantação da Rota Bioceânica rodoviária. Tido como principal oponente a Azambuja, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) foca na valorização de policiais e aumento do número de agentes nas ruas para promover segurança. Na saúde, pretende implementar a telemedicina, modelo que possibilita consultas, diagnósticos e acompanhamento de pacientes à distância. Oliveira construiu carreira no combate ao crime organizado na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, o que lhe rendeu projeção nacional. É o único candidato a não ter experiência em cargos políticos.

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O emedebista Mochi apresentou um plano de governo genérico
em cinco páginas, no qual propõe diminuir impostos e criar novos empregos, levar internet às escolas e ampliar o ensino para tempo integral. Ao longo de sua carreira, foi prefeito de Coxim, interior do estado, entre os anos de 1996 e 2003. Atualmente, é presidente da Assembleia Legislativa estadual. O petista Amaducci foi prefeito em Mundo Novo, sul do Estado, em três mandatos: 2000, 2004 e 2012. Sua atuação ficou marcada pelo uso de orçamento participativo, modelo de gestão no qual a população é co-responsável por decidir anualmente quais obras e serviços devem ser priorizados no uso de recursos do orçamento da prefeitura. Amaducci propõe a regionalização da saúde e valorização dos profissionais da área; na educação, pretende rejeitar a lei do Novo Ensino Médio e expandir o ensino integral.

Entre os demais candidatos, João Alfredo (PSOL) é advogado especialista em direito público. Atuou por 18 meses como vice-prefeito em Ribas do Rio Pardo. Alfredo enfoca a diminuição das desigualdades sociais e destaca o uso da tecnologia como ferramenta de combate à criminalidade nas fronteiras. Já o candidato do Partido Verde, o advogado e engenheiro Marcelo Bluma, 55, fez propostas de gestão participativa, incentivo à economia verde e a implementação de novas políticas de igualdade racial, de gênero e diversidade.

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