Procissão dos Passos de Olinda acontecerá de forma diferente

A imagem de Jesus carregando a cruz não vai parar nos tradicionais sete passos, que são as capelas em alvenaria que abrem durante o período de quaresma.

Cristãos carregam cruz durante caminhadaCristãos carregam cruz durante caminhada - Foto: Divulgação

A tradicional procissão dos Passos de Olinda, que faz parte do calendário católico passará por mudanças esse ano devido a pandemia do coronavírus. O evento está marcado para esta sexta-feira (3) e, desta vez, não contará com a tradicional procissão dos fiéis e do clero acompanhando a imagem do Bom Jesus dos Passos. A Arquidiocese de Olinda e Recife determinou que na marcha, apenas a imagem sobre o carro vai percorrer as ruas de Olinda.

O percurso da imagem sairá, às 16h, da Catedral Metropolitana do Santíssimo Salvador, no Alto da Sé e vai em direção à igreja do Carmo, também em Olinda, onde será recolhida. A imagem de Jesus carregando a cruz não vai parar nos tradicionais sete passos, que são as capelas em alvenaria que abrem durante o período de quaresma. Esses passos representam o caminho de Jesus até o Calvário, lembrando o seu sofrimento na crucificação até a morte.

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A participação dos féis nesta edição será das janelas e varandas. O povo não seguirá a imagem, obedecendo à recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de ficar em isolamento social. A imagem que era carregada tradicionalmente, pela irmandade do Bom Jesus dos Passos de Olinda, passa a ser levada em cima de um carro aberto, e vai passar por algumas ruas do Sítio Histórico de Olinda.

"De nossas casas, nós voltaremos nosso olhar para a imagem e, pela fé, esperando contra toda esperança, ofereceremos nossas dores, querendo que esse momento passe, que possamos já no domingo de Páscoa ensaiar a vitória que celebraremos. A vitória da vida sobre a morte porque Jesus é o vencedor e com Ele nós iremos vencer também", disse o responsável pela Catedral, Monsenhor José Albérico Bezerra.

Tradicional para os católicos a procissão acontece há 248 anos, em toda última sexta-feira que marca o fim da quaresma, período esse de 40 dias que lembra aos católicos os dias em que Jesus passou no deserto se preparando para assumir seu plano celestial na terra.

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