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Procon-PE faz vistoria em distribuidoras e farmácias

A variação, em muitos estabelecimentos, foi devido à grande procura em atenção ao risco de contágio pelo coronavírus

Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro EuricoSecretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico - Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Durante toda a próxima semana vários estabelecimentos do Recife serão visitados pelo Procon-PE, que irá fiscalizar a variação de preços e estoque do álcool em gel e máscaras de proteção respiratória. Nesta sexta-feira (28), o órgão realizou uma vistoria em 2 farmácias e 3 distribuidoras, que terão 10 dias para apresentar notas fiscais de compra e venda dos produtos entre dezembro de 2019 e o fim de fevereiro. Após uma denúncia, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), que administra o Procon-PE, três equipes de fiscais foram mobilizadas para investigar irregularidades nas vendas dos produtos. A variação e rarefação, em muitos estabelecimentos, aconteceu após a grande procura dos produtos devido à atenção ao risco de contágio pelo coronavírus.

Máscaras de proteção e álcool em gel foram encontrados com grande variação de preço quando comparados a valores de três meses atrás. Além do preço, que chegou a aumentar mais de 500% em alguns estabelecimentos, os produtos de proteção e profilaxia estão ficando escassos. Funcionária de uma distribuidora, Madalene Farias, 30, acompanhou a variação. "A máscara N95 (que dura cerca de uma semana) custava em torno de 7 reais a unidade, e a caixa da máscara descartável, uns 9 reais. Hoje a unidade da N95 custa R$ 49,90 e e a caixa da descartável, R$ 23,90", contou.

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Alguns locais estão sendo investigados pelo Procon-PE pela alta variação, que pode ser fruto de um superfaturamento do produto. De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, a ação é para garantir maior conformidade na distribuição e preços. "O preço praticado terá que ser um preço médio, o preço que era praticado antes do dia 10 de fevereiro. Nós não estamos aqui para tabelar máscara; estamos para garantir a distribuição das máscaras", salientou.

Procurando máscara, a psicóloga Diana Nunes, 42, se assustou com os preços."A máscara, a N-95, dava para encontrar até por 5 reais e hoje está por 50. É um absurdo de preço", reclamou. A aposentada Luzinete Matias, 61, estava comprando a máscara para garantir maior proteção para o neto. "Meu neto tem alergia e geralmente fica doente com facilidade. Por isso, vim comprar álcool em gel e a máscara para quando ele for para lugares que tenham mais gente", contou.

Assim como Luzinete, Iracema Barbosa, 70, estava comprando máscaras de proteção respiratória por conta do coronavírus. "Estou comprando por conta desse vírus. Meu esposo faz hemodiálise três vezes na semana e quero garantir que, pelo menos, nas idas ao hospital ele vá protegido", ressaltou. Iracema também comprou álcool em gel, mas por fazer uso do produto comumente, reclamou do aumento no preço. "O álcool em gel eu comprava bem mais barato, o preço dobrou em alguns lugares", explicou.

Gerente de fiscalização do Procon-PE, Danyelle Sena explicou que há uma agenda de estabelecimentos a serem vistoriados, mas a denúncia continua sendo um direcionamento priorizado pelo órgão. "Qualquer consumidor que ali veja qualquer tipo de abuso, a gente solicita que o consumidor denuncie", reforçou. Os telefones para denúncia do Procon-PE são: 08002821512 e 3181-7000.

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