Procura por vacina contra febre amarela aumentou 50% no Recife, diz secretário

A vacinação só é permitida para quem apresentar comprovante de viagem para alguma das áreas de risco e deve ser tomada 10 dias antes

Jailson Correa, Secretário de Saúde do RecifeJailson Correa, Secretário de Saúde do Recife - Foto: Mandy Oliver/ Folha de Pernambuco

A procura por vacina contra febre amarela no Recife aumentou 50% este mês de janeiro, de acordo com a Secretaria de Saúde do Recife. Motivo é a atual situação no Brasil. Desde julho de 2017, já foram registradas 20 mortes por febre amarela no País. De acordo com o secretário Jailson Correia, os postos de saúde do Recife estão abastecidos com aproximadamente 2 mil vacinas contra a febre, número considerado suficiente para a demanda. A vacinação, no entanto, é permitida apenas para quem apresentar comprovante de viagem para alguma das áreas de risco. 

A dose deve ser tomada 10 dias antes da viagem e não é indicada para recém nascidos com menos de 9 meses, mães amamentando e idosos. Nesses casos só é permitida a vacinação após uma recomendação médica. A lista dos postos de saúde que dispõem da vacina pode ser encontrada no site da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR).

Motivado por notícias sobre a doença, o motorista Eduardo Moura, de 39 anos, procurou o posto de saúde Waldemar de Oliveira, na Rua do Pombal, área central do Recife. Ele foi o último a se vacinar antes da viagem com toda a família para o Rio de Janeiro. “Vou viajar com meus pais e tios. Todos já tomaram. É melhor se prevenir antes de viajar”, disse. 

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Segundo Jailson Correia, apesar do alerta sobre o risco de contaminação em algumas regiões do Brasil, não há motivo para alarde. “É importante dizer que em Pernambuco e no Recife não há evidência da transmissão do vírus. Os casos notificados são de pessoas que tiveram em áreas de risco de transmissão e voltaram”, explicou.

Podem receber a vacina pessoas que não para: regiões amazônicas, o centro-oeste e alguns estados da região sudeste como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. “O que a gente está vendo no Brasil é a transmissão silvestre da febre amarela, que ocorre em regiões de mata onde há macacos infectados que podem, através dos mosquitos sabethes e dernagogus, mosquitos de mata, fazer a transmissão da febre amarela para humanos”, completou.

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