Eleições peruanas

Procurador anticorrupção do Peru pede prisão preventiva de Keiko Fujimori

Keiko conseguiu se candidatar apesar de ser investigada por receber supostamente dinheiro ilegal da construtora brasileira Odebrecht

Keiko Fujimor, candidata direitista à presidência do PeruKeiko Fujimor, candidata direitista à presidência do Peru - Foto: LUKA GONZALES / AFP

Um procurador anticorrupção peruano pediu, nesta quinta-feira (10), a prisão preventiva para a candidata direitista Keiko Fujimori, por ter se reunido indevidamente com uma testemunha do caso Odebrecht, enquanto o resultado da eleição presidencial de domingo continua em aberto.
 
O procurador José Domingo Pérez pediu à Quarta Vara do Crime Organizado "que seja revogado o comparecimento com restrições (liberdade condicional) e seja emitida a prisão preventiva contra a candidata Keiko Fujimori Higuchi".
 
"Foi determinado novamente que a acusada Fujimori Higuchi violou a restrição de não se comunicar com as testemunhas; pois foi revelado como fato público e notório que ela se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales", argumentou o procurador, cuja solicitação deve ser decidida pelo Tribunal.
 
Fujimori, de 46 anos, que disputa a presidência do Peru contra o candidato de esquerda Pedro Castillo, se apresentou na quarta-feira à noite em uma coletiva de imprensa em Lima para pedir ao Tribunal Eleitoral a nulidade de 802 atas - cerca de 200.000 votos -, onde estava acompanhada de Torres Morales, na qualidade de assessor.


Pedro Castillo tem uma leve vantagem na contagem oficial dos votos, de 50,2% contra 49,7% para Fujiori, com 99,1% das atas apuradas.
 
Por não ter sido condenada, Keiko conseguiu se candidatar à eleição, apesar de ser investigada por receber supostamente dinheiro ilegal da construtora brasileira Odebrecht para suas campanhas de 2011 e 2016, acusações que ela nega.
 
A candidata, que deve ir a julgamento por este caso se não ganhar a presidência, permaneceu 16 meses em prisão preventiva, até maio de 2020.
 
Em virtude do "comparecimento vigiado", em maio a Justiça peruana impediu que a filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori viajasse para o Equador para comparecer a um encontro político para a qual foi convidada pelo prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa, que apoia sua candidatura.

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