Morte de enfermeira

Produto 50 Ervas Emagrecedor é proibido no Brasil, alerta Anvisa

Agência avisa que compostos com promessa de emagrecimento só podem ser vendidos no país com autorização dela

Edmara AbreuEdmara Abreu - Foto: Reprodução / Youtube

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em nota, alerta sobre produtos com a marca 50 Ervas Emagrecedor, informando que eles estão proibidos no Brasil desde 2020 porque não têm regularização como medicamento. Segundo a agência, o comércio de produtos com propriedades terapêuticas não autorizados pela Anvisa é atividade clandestina.

Nessa quinta-feira, a enfermeira Edmara Abreu morreu em São Paulo após ser diagnosticada com hepatite fulminante, passando a precisar de um transplante de fígado com urgência. O corpo dela rejeitou o órgão transplantado. Os familiares falaram à equipe médica que ela estava fazendo uso de um produto chamado "50 ervas emagrecedoras". Segundo a médica que analisou o rótulo, trata-se de um composto de ervas que são tóxicas para o fígado.

A nota da Anvisa explica que o produto 50 Ervas Emagrecedor "não pode ser classificado como alimento, ou mesmo como suplemento alimentar, pois contém ingredientes que não são autorizados para o uso em alimentos", como chapéu de couro, cavalinha, douradinha, salsa parrilha, carobinha, sene, dente de leão, pau ferro, centelha asiática. Essas espécies vegetais, explicou a agência, tem autorização para uso somente em medicamentos, como fitoterápicos, e não em suplementos alimentares.

Entre 2020 e 2021, a Anvisa publicou duas medidas proibindo a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso, além da apreensão e inutilização do produto "50 ERVAS EMAGRECEDOR FORTE" e do "50 ERVAS EMAGECERDOR FORTE - NATUVIVA".

"O motivo das proibições foi a comprovada divulgação e comercialização dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa que não possui Autorização de Funcionamento na Agência para fabricação de medicamentos, em desacordo com os artigos 12, 50 e 59 da Lei nº 6.360/1976", ressaltou a agência.

As ações de fiscalização determinadas se aplicam a quaisquer estabelecimentos físicos ou veículos de comunicação, inclusive eletrônicos, que comercializem ou divulguem os produtos. A Anvisa fiscaliza também a venda de produtos clandestinos pela internet. Já a venda em lojas físicas é fiscalizada pelas Vigilâncias Sanitária locais de cada município.

Produtos com a promessa de emagrecimento, além de outras propriedades terapêuticas, só podem ser comercializado no Brasil com autorização da Anvisa, em farmácias ou drogarias apenas. Isso porque substâncias com propriedades terapêuticas são consideradas medicamentos.

"Produtos sem registro na Agência não oferecem garantia de eficácia, segurança e qualidade exigida para produtos sob vigilância sanitária", diz a Anvisa, alertando que "representam um alto risco de dano e ameaça à saúde das pessoas".

 

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