MÁ CONDUTA

Professor prende pé de aluno em cadeira com fita adesiva em escola pública no Espírito Santo

Família será acompanhada por equipe do Conselho Tutelar e orientada sobre os procedimentos a serem tomados perante a JustiçaFamília será acompanhada por equipe do Conselho Tutelar e orientada sobre os procedimentos a serem tomados perante a Justiça - Foto: Pixabay

Um aluno do ensino fundamental teve o pé preso à cadeira com fita adesiva pelo professor durante aula em escola da rede municipal de ensino de Vitória, no Espírito Santo, nesta terça-feira (15).

O professor foi afastado do cargo por medida cautelar, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) investiga o caso, conforme informações da Polícia Civil do estado.

Não foi informado o que teria levado o professor a amarrar o estudante à cadeira, nem a idade e em qual ano escolar ele está matriculado. A Prefeitura de Vitória afirmou que se solidariza com o aluno e sua família, e que "repudia qualquer forma de violência", conforme nota.

Um processo administrativo disciplinar está sendo aberto, conforme a prefeitura, para investigar a atitude do professor. Uma equipe técnica da secretaria da Educação esteve na escola para apurar os fatos.

O município também não informou o nome da escola em que houve o fato. O objetivo, segundo a prefeitura, é preservar o aluno e sua família. A gestão municipal ainda afirma que o garoto está recebendo apoio e acompanhamento de profissionais da secretaria de Saúde.

Relatório enviado ao Conselho Tutelar da regional de Maruípe, responsável pela escola onde o aluno foi amarrado, cita suposto histórico de hiperatividade do estudante. "Mas em hipótese alguma isso deveria ter ocorrido. É uma situação extremamente grave", afirma Rosenita Pereira, coordenadora do conselho.

A família será acompanhada por equipe do Conselho Tutelar e orientada sobre os procedimentos a serem tomados perante a Justiça, segundo Pereira.

Como a criança tem representantes legais, no caso, os pais, o conselho assume somente o papel de orientador, não tomando a frente em relação a procedimentos judiciais. Uma das primeiras orientações que deverá ser dada pelo conselho, segundo a coordenadora, será sugerir a transferência do estudante da escola.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Espírito (SindUPES) em Vitória, Dorzilia Vaz, afirmou que o episódio será discutido nesta sexta-feira (18) em reunião da entidade.

"A informação inicial que temos é que o professor estava passando por problemas psicológicos, e também ajudava um irmão com graves problemas de saúde", disse Dorzília.

A representante do sindicato afirmou ainda que o caso será acompanhado por interesse da categoria, mas que o professor não é filiado ao SindUPES, não procurou a entidade e contratou advogado particular –o nome não foi informado.

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