Monkeypox

Profissionais da saúde iniciam capacitação para lidar com varíola dos macacos em Pernambuco 

Para interessados da área, a palestra está disponível no Youtube do Núcleo Estadual de Telessaúde

Anvisa alerta que infectados não devem doar sangue até o desaparecimento dos sintomas e de lesões na peleAnvisa alerta que infectados não devem doar sangue até o desaparecimento dos sintomas e de lesões na pele - Foto: Davidyson Damasceno

Na tarde desta quinta-feira (4), o chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Demétrius Montenegro, ministrou uma webpalestra sobre a situação epidemiológica do vírus monkeypox e o manejo clínico de pacientes com a doença para profissionais da saúde em Pernambuco. Na palestra, ainda foi detalhado o cenário epidemiológico em Pernambuco, pelo epidemiologista da SES-PE, George Dimech.

Durante a exposição, após apresentação do contexto histórico-epidemiológico da doença e da revisão de literatura, o médico Demétrius Montenegro frisou a importância do isolamento em casos suspeitos e também a responsabilidade sanitária de cada indivíduo.


"De forma diferente de como ocorre com o coronavírus, não se trata aqui de um isolamento, propriamente, respiratório, já que é necessário um contato muito próximo e direto com a pessoa contaminada. Nesse surto, o modo de transmissão é de pessoa para pessoa, então, o problema é o contato com as lesões contaminantes e com a exposição direta às gotículas respiratórias contendo o vírus", explicou.

Outro ponto ressaltado foi o cuidado com a estigmatização da doença."De forma geral, estamos ressaltando aqui o contato físico próximo como fator determinante para a transmissão do vírus e isso inclui, também, o contato ou a relação sexual, mas não apenas ela. É necessário que trabalhemos contra qualquer forma de preconceito ou estigma que essa infecção possa causar. Não se deve apontar o contato sexual como um fator determinante ou único de disseminação do vírus, mas sim qualquer contato", finalizou.

Também foram discutidos pontos para reforçar e uniformizar o protocolo de atendimento e manejo clínico; os critérios com relação aos casos prováveis que atendam à definição de caso suspeito, assim como, orientações gerais e de diagnóstico.

Desde o mês de junho, a SES-PE emitiu nota técnica para os serviços de saúde das redes públicas e também privada sobre as diretrizes a serem adotadas para vigilância, acompanhamento e manejo clínico dos casos suspeitos e confirmados da monkeypox em Pernambuco.

Sendo assim, todos os serviços de saúde já estão aptos a realizar o primeiro atendimento de um caso suspeito da infecção pela monkeypox, iniciar o protocolo de notificação e manejo clínico do paciente, além de encaminhamento para os serviços de referência nos casos assim indicados. Nos casos de maior gravidade, os pacientes devem ser encaminhados, via Central de Regulação, para as unidades de referência em doenças infectocontagiosas (Hospital Correia Picanço, Hospital Universitário Oswaldo Cruz e Hospital das Clínicas).

Para interessados da área, a palestra está disponível no Youtube do Núcleo Estadual de telessaúde. 
 

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