Profissionais de Educação Física organizam ato para protestar contra proibição da atividade
Os profissionais consideram a atividade física essencial, sobretudo na promoção da saúde em tempos de pandemia
Um grupo independente de profissionais de Educação Física organiza, na próxima sexta-feira (19), um ato de protesto em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, para reclamar da proibição do exercício da função determinada pelo decreto de quarentena em Pernambuco.
O Governo do Estado definiu que, entre 18 e 28 de março, academias não poderão funcionar, assim como parques, praças, praias e calçadões estarão fechados - em todos esses locais, geralmente, há o desempenho de atividades físicas.
O ato é organizado por um grupo de cerca de 30 profissionais do Recife e cidades próximas como Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, e Escada, na Zona da Mata Sul.
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Os profissionais consideram a atividade física essencial, sobretudo na promoção da saúde em tempos de pandemia.
"A gente quer fazer que nossa atividade possa funcionar independente de onde seja: academia, parque, condomínio. Estaremos de máscara, equipados", disse um representante do grupo, o personal trainer Diego Paz.
O profissional diz ainda que o ato ocorrerá em frente a uma concessionária de veículos no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
"Por que as lojas que vendem automóveis vão ser abertas, e nós que promovemos saúde, independente de academia não? Por que não podemos exercer nossa função em parque em praia, se conseguimos manter a segurança com nosso cliente? Queremos levantar essas questões", completou Diego.
O grupo começou a se articular com a iminência da proibição das atividades diante do recrudescimento da pandemia de Covid-19. Segundo Diego, os alunos já vinham questionando os professores sobre o funcionamento dos espaços para práticas de atividades físicas.
"No primeiro pico [da pandemia] pegou todo mundo de surpresa, recebemos a notícia que no outro dia não funcionava mais nada. Agora, sabemos que atividade física é essencial em questão de imunidade, de saúde mental. Não tem porque a gente não trabalhar", completou Diego.
A reportagem tentou contato com o Governo do Estado para saber o posicionamento acerca do tema. Até a publicação do texto, no entanto, não houve retorno.
No primeiro pico da pandemia, as academias foram fechadas por cerca de quatro meses. Em 20 de julho, os estabelecimentos puderam voltar a funcionar após a liberação concedida pelo Governo de Pernambuco no Plano de Convivência com a Covid-19.

