Programa de Residência em Geriatria do HSE completa nove meses com 200 atendimentos por mês
Ambulatório é formado por oito médicos preceptores, três médicos residentes e uma equipe multidisciplinar
O atendimento às pessoas idosas no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Espinheiro, recebeu reforço no atendimento com a implantação do Programa de Residência em Geriatria, aprovado pelo MEC em 2024, e que começou a funcionar em março de 2025.
Com o programa, o Ambulatório de Geriatria passou a realizar uma média de 200 atendimentos por mês. O Ambulatório da Pessoa Idosa do HSE funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h.
O serviço, que fica no segundo andar do HSE, é composto por oito médicos preceptores, incluindo um cardiogeriatra e um psicogeriatra, cardiologista e psiquiatra especializados em Geriatria.
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Atualmente, os profissionais coordenam três médicos residentes e uma equipe multidisciplinar formada por clínicos gerais, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogo, nutricionista, terapeutas ocupacionais, psicólogos, dentista, profissionais de Serviço Social, e estudantes em internato, nos últimos anos do curso de medicina.
Ambulatório é composto por oito médicos preceptores, incluindo um cardiogeriatra e um psicogeriatra, três residentes e uma equipe multidisciplinar. Foto: Dayane Gomes/Iassepe/DivulgaçãoO supervisor do Programa de Residência é o médico geriatra, Marcos Holmes Carvalho, 36, que destaca o desafio principal no atendimento ao idoso.
“A idade cronológica não é o parâmetro que melhor reflete a condição de envelhecimento. Podemos receber idosos octogenários com demandas assistenciais basicamente de prevenção e promoção de saúde, e idosos com 20 anos a menos com necessidades de alta complexidade clínica. Nossa equipe de residentes é muito boa, principalmente no cuidado, no trato e no compromisso. São profissionais com formação sólida e experiência clínica, que qualificam ainda mais o serviço”, destaca o geriatra que também é médico da ONU.
O atendimento aos pacientes idosos começa no ambulatório com a triagem, e de acordo com a necessidade são encaminhados para atendimentos de saúde mental, demências em fases avançadas, altas complexidades, cardiogeriatria e baixa complexidade.
De acordo com dados do acolhimento realizado, de março de 2024 a dezembro de 2025, as doenças mais prevalentes entre os pacientes são síndrome da fragilidade, que resulta em declínios nos sistemas muscular e imunológico, dependência para atividades do dia a dia, triagem positiva para comprometimento cognitivo e demências, além de transtornos de humor, ansiedade e depressão, que são acompanhados pelos especialistas.
Em caso de internamento, são disponibilizados 16 leitos para os pacientes.
Para o médico residente em Geriatria, Guilherme Silton, 27, que é do Ceará e veio para o Recife em 2015, onde concluiu faculdade e residência em Clínica Médica, o geriatra deve ter muita empatia com o paciente.
“Escolhi a Geriatria porque ela combina raciocínio clínico refinado com comunicação e empatia, sempre em diálogo próximo com a família. É uma especialidade em que o vínculo, o alinhamento de expectativas e a tomada de decisão realista são parte central do tratamento, e isso reflete a forma como exerço a medicina”, explica.

