Sáb, 07 de Março

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Saúde

Programa de Residência em Geriatria do HSE completa nove meses com 200 atendimentos por mês

Ambulatório é formado por oito médicos preceptores, três médicos residentes e uma equipe multidisciplinar

Ambulatório de Geriatria do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) recebe uma média de 200 atendimentos por mêsAmbulatório de Geriatria do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) recebe uma média de 200 atendimentos por mês - Foto: Dayane Gomes/Iassepe/Divulgação

O atendimento às pessoas idosas no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Espinheiro, recebeu reforço no atendimento com a implantação do Programa de Residência em Geriatria, aprovado pelo MEC em 2024, e que começou a funcionar em março de 2025.

Com o programa, o Ambulatório de Geriatria passou a realizar uma média de 200 atendimentos por mês.  O Ambulatório da Pessoa Idosa do HSE funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h.

O serviço, que fica no segundo andar do HSE, é composto por oito médicos preceptores, incluindo um cardiogeriatra e um psicogeriatra, cardiologista e psiquiatra especializados em Geriatria.

Atualmente, os profissionais coordenam três médicos residentes e uma equipe multidisciplinar formada por clínicos gerais, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogo, nutricionista, terapeutas ocupacionais, psicólogos, dentista, profissionais de Serviço Social, e estudantes em internato, nos últimos anos do curso de medicina.

Ambulatório é composto por oito médicos preceptores, incluindo um cardiogeriatra e um psicogeriatra, três residentes e uma equipe multidisciplinar. Foto: Dayane Gomes/Iassepe/Divulgação

O supervisor do Programa de Residência é o médico geriatra, Marcos Holmes Carvalho, 36, que destaca o desafio principal no atendimento ao idoso.

“A idade cronológica não é o parâmetro que melhor reflete a condição de envelhecimento. Podemos receber idosos octogenários com demandas assistenciais basicamente de prevenção e promoção de saúde, e idosos com 20 anos a menos com necessidades de alta complexidade clínica. Nossa equipe de residentes é muito boa, principalmente no cuidado, no trato e no compromisso. São profissionais com formação sólida e experiência clínica, que qualificam ainda mais o serviço”, destaca o geriatra que também é médico da ONU.    

O atendimento aos pacientes idosos começa no ambulatório com a triagem, e de acordo com a necessidade são encaminhados para atendimentos de saúde mental, demências em fases avançadas, altas complexidades, cardiogeriatria e baixa complexidade.

De acordo com dados do acolhimento realizado, de março de 2024 a dezembro de 2025, as doenças mais prevalentes entre os pacientes são síndrome da fragilidade, que resulta em declínios nos sistemas muscular e imunológico, dependência para atividades do dia a dia, triagem positiva para comprometimento cognitivo e demências, além de transtornos de humor, ansiedade e depressão, que são acompanhados pelos especialistas.

Em caso de internamento, são disponibilizados 16 leitos para os pacientes.  

Para o médico residente em Geriatria, Guilherme Silton, 27, que é do Ceará e veio para o Recife em 2015, onde concluiu faculdade e residência em Clínica Médica, o geriatra deve ter muita empatia com o paciente.

“Escolhi a Geriatria porque ela combina raciocínio clínico refinado com comunicação e empatia, sempre em diálogo próximo com a família. É uma especialidade em que o vínculo, o alinhamento de expectativas e a tomada de decisão realista são parte central do tratamento, e isso reflete a forma como exerço a medicina”, explica.

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