Oportunidade

Programa incentiva reinserção de reeducandas do sistema prisional no mercado de trabalho

Mais de 200 mulheres em regime aberto trabalham por meio do programa de empregabilidade do Patronato Penitenciário

Dos 1.240 reeducandos do regime aberto trabalhando, 215 são do sexo femininoDos 1.240 reeducandos do regime aberto trabalhando, 215 são do sexo feminino - Foto: Divulgação/ Patronato Penitenciário

Exercendo atividades que vão desde a produção de mercadorias até a venda, 215 mulheres em regime aberto ou livramento condicional estão inseridas no mercado de trabalho por meio de parcerias do Patronato Penitenciário, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco(SJDH). Cumprindo pena, as reeducandas veem no convênio de empregabilidade uma oportunidade para recomeçar a vida. 

As funções variam de acordo com a empresa. Na fábrica de bicicletas Zummi, por exemplo, 15 reeducandas trabalham produzindo, montando, vendendo e atendendo clientes. Já na Indapol, indústria de artigos para festas, outras 18 mulheres trabalham produzindo e embalando forminhas coloridas.

Lá, elas ajudam na confecção de cerca de 160 mil artigos por mês. Um trabalho incentivador. “Quando saímos da unidade nos sentimos perdidas, e Deus me deu esta oportunidade para mudar de vida”,  diz L.O, de 55 anos, que termina o cumprimento de pena em novembro. 



Para os empresários também há vantagens. De acordo com a Lei de Execuções Penais, as empresas economizam cerca de 40% nos encargos trabalhistas ao contratarem reeducandos do sistema prisional. As contratadas, por sua vez, recebem treinamento para as funções que vão exercer, bem como salário mínimo e vales alimentação e transporte. 

De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, um terço das reeducandas do Patronato estão trabalhando. "São comprometidas e isso facilita bastante na hora de empregá-las.  Nesse contexto, mudar a vida dessas pessoas e, além disso, trazer produtividade para o empresário é a tônica do nosso trabalho”, pontua. 

 

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