Projeto de Sílvio Costa para o Senado independe do PTB

Deputado Sílvio Costa deseja ser o “segundo senador” do governo e da oposição

Deputado federal Silvio Costa (PTdoB-Avante), vice-líder da oposição na CâmaraDeputado federal Silvio Costa (PTdoB-Avante), vice-líder da oposição na Câmara - Foto: Agência Câmara

O fato de existirem duas vagas para o Senado em 2018 enche de animação os pré-candidatos Antônio Campos (Podemos), André Ferreira (PSC), Luciana Santos (PCdoB) e Sílvio Costa (Avante). Dos quatro, porém, o que parece mais determinado é este último, que pretende se apresentar aos eleitores como “o senador de Lula”. Não se sabe ainda se levará adiante este projeto, dado que pertence ao grupo político do senador Armando Monteiro, que não deu qualquer sinal até agora de que poderá incorporá-lo à sua chapa, caso dispute o governo estadual. Em todo caso, Sílvio Costa, em sua condição de “outsider”, leva vantagem sobre todos os outros. É conhecido na Câmara como “arengueiro”, mas se destaca também por sua coragem, lealdade e coerência política. Foi corajoso, por exemplo, quando botou a cara contra o impeachment de Dilma e pela cassação do mandato de Eduardo Cunha, o que ensejou sua aproximação com Lula. Já sua lealdade a Armando e sua coerência política dispensam comentários, porquanto do conhecimento público. Sendo assim, acreditando-se que nem o governo nem a oposição teriam hoje força política para arrastar os dois senadores, o deputado trabalha com a hipótese de ser o “segundo voto” dos dois lados. E se não mudar de opinião é por aí, corretamente, que pretende caminhar no próximo ano.

Aliança trincada
A pedido de Diogo Moraes (PSB), Paulo Câmara substituiu o coordenador da Ciretran de Santa Cruz do Capibaribe. Saiu Nilton José da Silva, indicado pelo prefeito Édson Vieira (PSDB) e entrou Diego Aragão, indicado pelo parlamentar. A alegação do Palácio é que o prefeito andou “falando mal” do governador, embora ele e Diogo sejam aliados no plano local.

Retaliação > Édson Vieira (PSDB) foi eleito em 2012 e reeleito em 2016 com apoio do PSB. Sua aproximação com Diogo Moraes (PSB) foi feita pelo então governador Eduardo Campos. Hoje, por suas ligações com o ministro Bruno Araújo (PSDB), caiu em desgraça no Palácio.

Oportunismo -> Tem um “quê” de oportunismo o convite feito pelo PPS ao apresentador Luciano Huck para ser seu candidato a presidente em 2018. Huck não é e nunca foi político, mas é nacionalmente conhecido e isso é o que interessa ao PPS. Oportunismo igual só o do finado PFL, quando convidou Sílvio Santos para ser seu candidato a presidente em 2002.

Educação > É de largo alcance social o projeto lançado ontem por Paulo Câmara visando à concessão de bolsa de estudo a alunos da rede pública que forem aprovados no vestibular com as notas do Enem. Já que se oferecem tantos incentivos às empresas privadas, ajudar estudantes pobres a concluírem um curso superior foi uma decisão correta e justa do governador.

Exclusão > O senador Tasso Jereissati (PSDB) comunicou ontem aos seus correligionários do Ceará que não será candidato a governador no próximo ano, como gostaria Geraldo Alckmin, provável candidato do partido a presidente da República. Já governou o Estado três vezes e isso lhe basta.

Violência > O Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança divulgado ontem revela que os crimes de latrocínio (roubo seguindo de morte) cresceram em 19 estados em 2016 em relação ao ano anterior. O aumento maior foi em Rondônia (124%). Em Pernambuco houve crescimento de 45%, e em Minas decréscimo de 10,6%.

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