Projeto humanitário ajuda autônomos e moradores de rua da RMR

Iniciativa do Exército e de empresários pernambucanos garante a renda de funcionários autônomos durante a pandemia e distribui insumos básicos para moradores de rua

Projeto de Ajuda Humanitária distribui quentinhas para moradores de rua.Projeto de Ajuda Humanitária distribui quentinhas para moradores de rua. - Foto: Divulgação.

Em Pernambuco, algumas iniciativas têm oferecido apoio ao moradores de rua durante a pandemia de Covid-19. Uma delas é o Programa de Ajuda Humanitária, uma ação conjunta entre o Exército, empresários pernambucanos e a própria população da Região Metropolitana do Recife. Duas vezes por semana, o projeto promove a distribuição de insumos para quem se encontra em situação de vulnerabilidade social. Em média, 500 quentinhas são distribuídas por noite.

O esquema solidário funciona da seguinte forma: os empresários financiam a compra de insumos (alimentos, água e materiais de higiene e vestuário); autônomos montam quentinhas e organizam os kits a serem doados; por último, os produtos são distribuídos pelas tropas do Exército sediadas no Recife, em Olinda e em Jaboatão dos Guararapes. Entre os empresários que ajudaram estão nomes como Pedro Ivo Moura e Gustavo Moura.

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“As marmitas são confeccionadas dentro de um critério de qualidade e valor calórico por fornecedores autônomos e vêm acompanhadas de uma garrafa de água mineral”, explica o Coronel Edson Gomes, que está à frente do projeto. De acordo com o militar, três kits são montados: alimentação (quentinha e água), higiene (escova, creme dental, sabonete, máscara e luvas, papel higiênico, sabão, toalha e um cobertor) e vestuário (uma sandália, uma blusa, uma calça, um par de meia e uma peça íntima).

Transformação

Uma das autônomas que faz o intermédio entre os empresários e o Exército é Danielle Ferreira, que prepara a marmita e monta os kits. Em carta, ela se mostra agradecida e conta que fazer parte do projeto permitiu que não só os moradores de rua fossem beneficiados, mas também ela e sua família, que passavam por necessidade devido à crise, encontrou uma renda no projeto.

“Desta forma, pudemos trazer o sustento para nossa casa, ajudar nossa tia que estava desempregada e veio cozinhar, minha mãe que costurou as máscaras e mochilas e uma família de cubanos que nos ajudaram. O fornecimento de marmitas ajudou não apenas as pessoas em situação de rua”, diz o texto de Danielle.

A renda foi bem vinda para a autônoma, que se via desemparada no cuidado da filha de nove meses. Por conta de uma imunodeficiência, a criança precisa de cuidados especiais, incluindo a parte de alimentação. A mãe conta que uma lata específica de leite chega a custar R$ 240 e dura apenas dois dias, por isso ficou muito grata com o sustento oferecido pela iniciativa.

“Este projeto nos trouxe vida, alento, apoio e coragem para continuar lutando. A família Ferreira gostaria de agradecer tamanho apoio e compaixão para com o próximo”. Assim a carta é finalizada.

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