Projeto ligado ao Mãe Coruja estimula afeto em família

Geração Afeto vai passar pelas dez sedes do programa no Recife. Ações serão direcionadas a crianças na faixa de 0 a 6 anos

Gestantes e mães com filhos de até cinco anos de idade são o principal foco do programa da Prefeitura, na sua fase inicialGestantes e mães com filhos de até cinco anos de idade são o principal foco do programa da Prefeitura, na sua fase inicial - Foto: Antônio Tenório /PCR

Estimular o afeto entre pais e filhos é o principal objetivo do projeto Geração Afeto, que começa a rodar pelas dez sedes do programa Mãe Coruja na capital pernambucana. Por meio de acompanhamento profissional e oficinas, utilizando métodos de coaching (estratégia de desenvolvimento e capacitação humana), as famílias receberão orientação sobre desenvolvimento infantil e construção do afeto familiar. Com isso, a Prefeitura do Recife reforça o desenvolvimento de ações na faixa etária de 0 aos 6 anos, que culminará com o lançamento, em breve, do Marco Legal da Primeira Infância.

Apesar de parecer banal, especialistas afirmam que é de suma importância o desenvolvimento da afetividade entre a criança e os pais. “Nossa sociedade tende a nos afastar dessas pequenas interações, como o momento do banho, de fazer a criança dormir, de estimular a ler”, explica o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia. “Hoje se sabe que esse afeto, essa troca, faz a criança ter melhores resultados escolares, ter uma situação psicoafetiva melhor resolvida. Ser mais feliz no futuro”, conclui.

Para participar da iniciativa, é preciso que o interessado esteja vinculado ao programa Mãe Coruja. A expectativa é que 300 famílias participem das atividades. Por ora, os focos são as grávidas e mães com filhos de até cinco anos de idade. As famílias atendidas participarão, cada uma, de quatro oficinas temáticas com técnicas de coaching. Em pauta, assuntos de desenvolvimento infantil e construção de afeto.

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“Vai haver uma equipe para acompanhar, para ver se as mães estão frequentando, quantas vezes participaram, se estão colocando em prática o que aprenderam. Caso a mãe não vá por estar trabalhando, é preciso ver se quem cuida do bebê está desenvolvendo essa relação afetiva”, diz a secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Ana Rita Suassuna. “A gente espera que essas crianças cresçam de forma saudável. Que sejam emocionalmente equilibradas. Por exemplo, na questão de violência, muitas vezes os criminosos são pessoas desequilibradas porque, talvez, não tiveram nada quando criança. Nem carinho, nem amor, nem oportunidades”, prossegue.

O primeiro assunto a ser discutido será a preparação para a vinda do primeiro filho, no Espaço Mãe Coruja da Cohab, localizado no Centro de Saúde Professor Sebastião Ivo Rabelo, na Zona Sul. “Sabemos que as famílias amam seus filhos, mas muitas vezes não sabem da importância de conversar, cheirar, abraçar, olhar no olho”, finaliza Ana Rita.

Mãe de primeira viagem, a jovem Joselita Gomes, 20 anos, está animada para ver o programa Geração Afeto em ação. Ela participa do Mãe Coruja, no bairro da Joana Bezerra, e é só elogios à iniciativa. “Ele é ótimo, principalmente para pessoas como eu. Ensina muita coisa, acompanha a gente”, diz. 

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