Segurança pública

Projeto quer usar câmeras para reconhecer criminosos e veículos roubados em Pernambuco

Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) lançou projeto básico e busca viabilizar a nova tecnologia

Aliar segurança pública à tecnologia de ponta é mote do projetoAliar segurança pública à tecnologia de ponta é mote do projeto - Foto: Carlos Medeiros/SDS-PE

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) lançou um projeto básico de videomonitoramento para viabilizar a implantação de câmeras de última geração capacitadas para reconhecer criminosos e veículos roubados no Estado. O objetivo é reforçar o combate à criminalidade e trazer mais segurança à população através de tecnologia de ponta e equipamentos mais modernos.

Ainda não há datas para a chegada do novo sistema, mas, a primeira etapa, que inclui chamada pública para empresas e pesquisadores foi aberta esta semana, através de publicação de nota pública no Diário Oficial do Estado. Segundo o texto da nota, a ideia é “oferecer suporte à visualização de eventos”, como disparos de alarmes de reconhecimento facial e placas de veículos. A proposta versa sobre usar as novas câmeras em vias públicas do território pernambucano. 

A gerente geral de programas e projetos especiais da SDS-PE, Patrícia Beguiristain, detalha que, neste primeiro momento, o Estado trabalha em uma pesquisa de mercado. “Estamos trabalhando nesse projeto há um tempo, decidimos as premissas que queremos escutar e queremos saber no mercado se isso existe. Estamos estudando viabilidade e custos”, explicou. A SDS-PE espera abrir a licitação até o final deste ano.
 
“O videomonitoramento é uma ferramenta antiga, o que temos tentado trazer é uma ferramenta atual que traga mais viabilidade tecnológica. Queremos usar a tecnologia que existe hoje a serviço da polícia”, completou a gerente geral.

Ainda segundo Patrícia, câmeras serão instaladas em pontos estratégicos do Estado, primeiramente na Região Metropolitana do Recife (RMR) e, depois, no Interior. Esse trabalho vem sendo desenvolvido em cooperação entre as corporações militares. “O que pretendemos é dar às polícias uma ferramenta útil ao exercício de segurança pública”, acrescentou Patrícia. 

O projeto destaca, por exemplo, que as câmeras deverão identificar e alertar em tempo real quando um veículo roubado passa pela área de captação de imagens. O reconhecimento facial dos criminosos, cujos registros estarão nas bases de dados da SDS-PE, deverá ser feito da mesma forma que com as placas.

Todo o processo, que inclui captação, transmissão, processamento, análise, armazenamento, custódia, gestão de eventos e evidências digitais, deverá ficar sob a responsabilidade da empresa que será contratada por licitação.

Além do uso para combater a criminalidade, o sistema também poderá, por exemplo, reconhecer pessoas desaparecidas. “A população será beneficiada. Você estende os olhos da polícia para as vias onde as pessoas transitam, onde trabalham. Esperamos dar uma sensação maior de segurança e resolver as ocorrências policiais de maneira mais célere”, finalizou Patrícia. 

 

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