Projeto trabalha a consciência ambiental na sala de aula

Mais Mangue alerta para a importância de preservação dos manguezais com alunos da rede pública de Itapissuma

Aproximadamente 25% de mangues brasileiros foram destruídos pela influência do homemAproximadamente 25% de mangues brasileiros foram destruídos pela influência do homem - Foto: Cortesia

Trabalhar a conservação dos manguezais por meio da educação ambiental. O projeto Mais Mangue, da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), com apoio da Alcoa Foundation e em parceria com o Instituto Bioma Brasil, utilizará os conhecimentos adquiridos nas atividades práticas e oficinas para aplicá-los durante todo o ano letivo nas escolas da rede municipal de ensino do município de Itapissuma. 

A cidade foi escolhida justamente por estar inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Cruz, unidade de conservação no Litoral Norte de Pernambuco. A ideia é capacitar 60 professores e sensibilizar mais de três mil estudantes. Uma iniciativa necessária diante dos aproximadamente 25% de mangues brasileiros já destruídos aos longos dos anos pelos impactos ambientais causados pelo homem. O dado é do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Coordenadora do Núcleo de Educação Ambiental da FMA, Daniela Araújo, acredita que colaborar com a preservação dos manguezais reflete diretamente na conservação de mamíferos aquáticos, a exemplo dos peixes-bois, animal ao qual a fundação tem os trabalhos voltados diretamente. “O investimento em educação é a melhor alternativa para colaborar com a preservação do ecossistema costeiro, que inclui o manguezal e o estuário, locais muito importantes para alimentação e reprodução de espécies como o peixe-boi-marinho e o amazônico, ambos em extinção no País”, salienta.
Os professores se dividirão em duas turmas de 30, com a primeira turma iniciando a sua formação hoje para, então, aplicar os conhecimentos em sala de aula ou por meio de atividades práticas no próprio mangue da região ainda este ano. Já a segunda será capacitada no mês de dezembro e deverá incluir o aprendizado no planejamento das aulas de 2018.

Para isso, os professores receberão o Guia Didático Maravilhosos Manguezais do Brasil - com metodologia aplicada pelo Instituto BiomaBrasil - e o utilizarão como uma ferramenta de suporte às aulas escolares. O projeto inclui também o apoio a eventos educacionais nas escolas que abordem a conservação do manguezal, a exemplo da Semana do Meio Ambiente e da Feira de Conhecimento Científico. A iniciativa também conta com o apoio da gestão municipal.
O Mais Mangue também promoverá rodas de conversas temáticas entre professores, estudantes, comunidade, pescadores e gestores públicos e ambientais, além de visitas de educação ambiental ao estuário e manguezal da APA de Santa Cruz. Em Pernambuco, as ameaças variam de acordo com cada região. “No litoral norte, o destaque vai para a carcinicultura e o turismo náutico, além do crescimento desordenado das cidades.

No litoral sul, os manguezais são ameaçados pela pesca predatória e pelo impacto do turismo, somado ao saneamento básico inadequado. Já na região metropolitana, o problema do saneamento básico é o destaque”, explica o biólogo e presidente do Instituto Bioma Brasil, Clemente Coelho.

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