Protesto no Cais do Apolo pede justiça por jovem baleado no Recife

Rapaz foi morto perto do Forte do Brum; manifestantes e a tia do rapaz acusam policial de ter executado o rapaz

População pede justiça pelo jovem morto por um policialPopulação pede justiça pelo jovem morto por um policial - Foto: Folha de Pernambuco

Populares fecharam a avenida Cais do Apolo, próximo à Prefeitura do Recife, na região central da cidade, em protesto contra a violência policial no fim da manhã desta segunda-feira (22). Eles acusam um policial de ter atirado contra um jovem da comunidade na manhã desta segunda-feira (22) - o rapaz morreu. Consultadas pela reportagem da Folha, as polícias Civil e Militar ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Na manhã desta segunda, a Folha de Pernambuco recebeu uma denúncia anônima de que um policial teria atirado contra um rapaz na Rua de São Jorge, próximo ao Forte do Brum. O próprio policial teria socorrido o jovem até o Hospital da Restauração (HR). Segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), o fluxo de veículos está interrompido nas duas vias na altura do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O HR informou que o rapaz foi atingido por dois tiros na região dos glúteos e faleceu logo depois da dar entrada na unidade. A unidade disse ainda que o rapaz tinha tentado roubar a arma de um soldado, que reagiu e atirou nele. 



A tia do rapaz morto o identificou como Welton Erasmo, 23 anos. Ela não quis se identificar com medo de repressão e contou que estava dentro de casa quando ouviu os tiros e soube pelos vizinhos do acontecido. Então, foi até o HR e identificou o corpo do sobrinho morto. Ainda segundo ela, as abordagens policiaiis na localidade costumam ser violentas.

Resposta da polícia
Em nota, a Polícia Militar (PM) esclareceu que o Grupamento de Apoio Tático Itinerante (Gati) fazia uma ronda pela favela do Pilar quando “constatou um assalto a uma mulher”. Assim, o efetivo seguiu o suspeito e deu ordem de parada. “Ao contrário de se entregar, ele fez menção de atirar no efetivo. Foi feito o revide e o suspeito acabou atingido na altura da cintura. Mesmo sendo socorrido de imediato ao Hospital da Restauração, ele foi a óbito”, diz a nota da corporação.

A Polícia Civil também se manifestou sobre o caso, endossando a versão da PM. A instituição afirmou que Helton “respondia por crimes de tráfico de drogas e roubo” e que havia um mandado de prisão contra ele, expedido pela Justiça no dia 18 de novembro de 2016. Ele era considerado foragido. A arma que estava em posse de Helton foi entregue ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.

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