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Protestos contra a reforma da Previdência ocorrem em diferentes estados

Metroviários, rodoviários e servidores públicos participam da paralisação em pelo menos seis estados

Dia de greve geral deixa passageiros sem ônibus na RMRDia de greve geral deixa passageiros sem ônibus na RMR - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Manifestantes contrários à reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) protestam em todo país nesta sexta-feira (14). Os participantes do protesto bloqueiam vias e fazem passeatas com cartazes contra o Governo Federal desde a madrugada desta sexta. 

Em São Paulo:
A capital paulista começou a registrar trânsito acima da média na manha desta sexta-feira (14) de protestos contra a reforma promovida por Bolsonaro (PSL). Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 9h30, a cidade acumulava 114 km de lentidão - a média para o horário gira entre 62 km e 110 km.

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Ao menos duas prefeituras da Grande São Paulo divulgaram que foram afetadas pela greve-geral convocada nesta sexta.

No Rio Grande do Sul:
A Tropa de Choque da Brigada Militar, a PM gaúcha, prendeu 54 manifestantes na madrugada desta sexta, durante repressão à greve geral em frente à garagem de ônibus da Viação Teresópolis Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre. A polícia alega que os manifestantes reagiram e impediram a saída dos ônibus.

Em outra ação, em um piquete em frente a empresa municipal de transportes, a Carris, na zona norte da capital gaúcha, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, jatos d'água e cavalaria para afastar o protesto. No interior do estado também ocorrem protestos.

Na Bahia:
Um grupo de sindicalistas e estudantes bloqueou a avenida Antônio Carlos Magalhães, via mais movimentada de Salvador, por volta das 9h30 desta sexta. Houve um princípio de confusão entre manifestantes e motoristas que tentaram furar o bloqueio. Motos usaram o canteiro central da avenida para atravessar o protesto.

A frota de 2,7 mil ônibus que fazem linhas urbanas em Salvador, capital baiana, está parada nesta sexta. Os rodoviários aderiram à greve e estão reunidos nas garagens, de onde devem sair para participar de manifestações que acontecem em vários pontos da cidade.

Em Minas Gerais:
Estudantes, professores e técnicos da UFMG concentram-se no campus da universidade para o ato contra a reforma da Previdência previsto para começar nesta sexta-feira, às 11h, na Praça Afonso Arinos, no centro da capital mineira, com destino à Praça da Estação.

Trabalhadores, entidades sindicais, estudantes e movimentos sociais vão marchar à tarde pelas ruas de BH. Cerca de 300 pessoas serão levadas em quatro ônibus da UFMG para a manifestação. Os estudantes cantavam: "Ô Bolsonaro, da educação eu não abro mão".

No Ceará:
Ao menos 17 ônibus da frota de transporte público de Fortaleza tiveram os pneus furados por manifestantes na manhã desta sexta-feira (14). O principal protesto em apoio à greve ocorreu no cruzamento entre as avenidas da Universidade e 13 de Maio, no bairro do Benfica. O trânsito no local foi interditado.

Participam da manifestação integrantes de movimentos sociais, sindicalistas e servidores de universidades públicas. Além da capital cearense, os atos também ocorrem em sete cidades do interior do estado.

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