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PSB joga sua maior cartada na eleição de São Paulo

Candidato do PSB ao governo do Amapá foi assessor especial de Miguel Arraes

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Sob o comando do pernambucano Carlos Siqueira, o PSB elegeu três governadores no primeiro turno e está no segundo em quatro estados. Elegeu Paulo Câmara em Pernambuco, Renato Casagrande no Espírito Santo e João Azevedo na Paraíba. Casagrande já tinha sido governador entre 2011 e 2014, mas foi derrotado na reeleição por Paulo Hartung, a quem agora sucederá. E Azevedo foi o candidato do governador Ricardo Coutinho, que está concluindo seu segundo mandato com grande prestígio político na Paraíba. Neste segundo turno, o partido vai perder no Distrito Federal (o governador Rodrigo Rollemberg será derrotado pelo advogado Ibaneis Rocha) e em Sergipe (o deputado Valadares Filho está perdendo nas pesquisas para o governador Belivaldo Chagas). Mas pode ganhar no Amapá e em São Paulo, onde a disputa está empatada no limite da margem de erro. No Amapá, o candidato pessebista é o senador João Capiberibe, que já trabalhou em Pernambuco como assessor especial do governo Miguel Arraes e tem como adversário o pedetista Waldez Goes. E em São Paulo o candidato do PSB é o governador Márcio França, que foi tesoureiro do partido nas gestões de Arraes e de Eduardo Campos e tem como opositor o ex-prefeito da capital, João Doria, filiado ao PSDB. Eventual vitória do PSB em São Paulo dará ao partido um poder político e econômico que nunca teve e fará de França o principal líder nacional da legenda, cargo ocupado hoje por Paulo Câmara.

Relatores setoriais
Os relatores setoriais do Orçamento estadual de 2019 já foram escolhidos pela Assembleia Legislativa. O deputado Romário Dias (PSD) ficou responsável pelas áreas de Defesa Social, Justiça e Direitos Humanos, e Fazenda. A Lei Orçamentária Anual começou a tramitar no último dia 4 e a votação do relatório final está prevista para ocorrer em novembro próximo.

Só a Justiça > Haddad pode não ter em Pernambuco a votação que a Frente Popular espera por falta de transporte no dia da eleição. Os prefeitos gostariam de colocar transporte à disposição dos eleitores, mas isto é vedado pela Lei Etelvino Lins. Só a Justiça é que pode fazer isto.

Apoio crítico > O Brasil inventou essa história de “apoio crítico”, que possivelmente não existe em nenhum outro lugar do mundo. Primeiro foi Ciro Gomes (PDT) e agora Marina Silva (Rede) declarando “apoio crítico” à candidatura de Haddad, só para marcar posição contra Bolsonaro.

Cadê Geraldo? > O deputado estadual e federal eleito Sílvio Costa Filho (PRB) reclama a ausência do prefeito Geraldo Júlio (PSB) nas manifestações pró Fernando Haddad (PT). Ele acha que isso só está ocorrendo porque Bolsonaro deve vencer de novo na capital neste 2º turno.

Os erros > Bruno Ribeiro, presidente regional do PT, ainda crê numa “virada” de Haddad até o dia 28. Diz que as pesquisas erraram no RJ e em MG ao não prever a chegada ao 2º turno dos candidatos Wilson Witzel (PSC) e Romeu Zema (Novo). E podem errando novamente agora.

A adesão > Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) mergulharam de corpo e alma na campanha de Bolsonaro, mas o senador Armando Monteiro (PTB), não. A impressão é que o petebista pretende fazer como José Serra e FHC: nem Haddad (PT) e nem Bolsonaro (PSL).

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