PSDB pernambucano deverá encolher em relação a 2014

O ex-prefeito Elias Gomes defende internamente desde 2017 a tese da candidatura própria, como forma de o partido mostrar sua cara

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O PSDB, mais uma vez, não terá candidato próprio ao governo estadual e ainda corre o risco de ver reduzir-se sua bancada na Câmara Federal. Elegeu três deputados em 2014 (Bruno Araújo, Betinho Gomes e Daniel Coelho), mas este último já está de malas prontas para se transferir para o PPS. Esperava-se que a passagem de Bruno Araújo pelo Ministério das Cidades atraísse novos candidatos a deputado estadual e federal. Mas apenas um se apresentou até agora: o vereador André Régis. Com Bruno à frente dessa pasta, os tucanos tiveram uma boa chance para preparar a candidatura dele à sucessão de Paulo Câmara, mas jogaram fora essa oportunidade. O partido abriu mão de chapa própria e deverá marchar com a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB). Se tiver interesse, indicará o nome do ex-ministro para disputar uma vaga de senador. Ele tem dito que topa o desafio, mas parece estar mais inclinado a disputar a reeleição. O ex-prefeito Elias Gomes defende internamente desde 2017 a tese da candidatura própria, como forma de o partido mostrar sua cara e “armar” um palanque em Pernambuco para Geraldo Alckmin, mas não é ouvido por ninguém. Ele diz que o PSDB já foi “linha auxiliar” do MDB (governo Jarbas) e do PSB (governo Eduardo Campos), e será agora do PTB. E teme que ficando fora da disputa o partido saia dessas eleições menor do que aquele que emergiu das urnas de 2014.

Duro golpe
A dissolução do MDB-PE aprovada ontem pela maioria dos membros da executiva nacional foi o mais duro golpe já perpetrado contra Jarbas Vasconcelos e a jogada mais ousada do presidente Romero Jucá, que anunciou ainda em dezembro que faria a intervenção. Jarbas nunca acreditou nessa hipótese e chegou a perguntar da tribuna da Câmara: “Quem é esse Romero Jucá para ameaçar o PMDB de Pernambuco?”.

A troca >
A suplente de deputado Izabel Urquisa, que obteve quase 19 mil votos em Olinda na eleição de 2014, vai trocar o PSDB pelo PSC para tentar novamente uma cadeira na Alepe. Ela recebeu convite de vários partido, mas fez opção por um onde tem mais chance de se eleger.

Acerto final > O deputado Severino Ninho (PSB) se reunirá hoje em Brasília com o colega Eduardo da Fonte (PP) a fim de acertar seu ingresso na “chapinha” formada pelo PP, PDT, PCdoB e Solidariedade. A “chapinha” tem 5 deputados federais e Ninho deverá ser o 6º.

Consulta prévia > Antes de trocar o PSB pelo PROS, o deputado João Fernando Coutinho consultou os prefeitos do seu grupo e todos, sem exceção, o estimularam a fazer a troca. Ele não diz, porque “cabrito bom não berra”, mas não tem uma só indicação no governo Paulo Câmara.

Aliança fechada > Ainda que o PSC ingresse na Frente Popular, o empresário e candidato a deputado federal, Guilherme Uchoa Júnior, que se filiou ontem ao partido, manterá as alianças que tem no interior com partidários da candidatura do senador Armando Monteiro (PTB).

Duas baixas > João Campos (PSB) ainda é candidato a sair das próximas eleições como um dos 3 deputados federais mais votados de Pernambuco. Mas não terá mais o apoio do ex-prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), nem do prefeito de Vitória, Aglailson Júnior (PSB)

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