PSL errou ao não lançar candidato em Pernambuco

O pensamento de “direita” em Pernambuco sempre foi forte desde a fase anterior ao golpe de 64

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Bolsonaro tem hoje em Pernambuco 17% das intenções de voto, segundo a última pesquisa do Ibope divulgada pela TV Globo. Ele perde apenas para Fernando Haddad, que tem 26% e ainda com chão para crescer, graças ao apoio do ex-presidente Lula. Isso significa que o PSL se equivocou ao não lançar o seu próprio candidato ao governo estadual. Provavelmente perderia, mas poderia eleger uma boa bancada de deputados federais e estaduais na esteira do “bolsonarismo”, que se manifesta forte em Pernambuco. Aqui, o pensamento de “direita” sempre foi forte desde o período que antecedeu o golpe militar de 64. Apenas os políticos identificados com esse pensamento tinham vergonha de se assumir como “de direita” para não serem apontados como co-responsáveis pela queda do governador Miguel Arraes, as prisões arbitrárias, as torturas e a supressão das liberdades que se seguiram àquele período. Agora, não. Quem é de “esquerda” se assume como tal, e quem é de “direita”, idem. E não há nada demais nisso, pois seria inadmissível que num país com 200 milhões de habitantes as concepções de mundo fossem as mesmas. Assim, o coronel PM Luiz Meira, se não tivesse sido impedido de disputar, poderia estar hoje com 5% ou 6% de intenções de voto, o suficiente para levar a disputa ao 2º turno e arrastar consigo pelo menos dois deputados federais e quatro estaduais.

Novo livro de Magalhães
Será lançado em meados de outubro o novo livro de Roberto Magalhães intitulado “Lições do passado e desafios do século XXI”. Ele externa suas impressões sobre parte da história do Brasil, e de Pernambuco, em particular, exaltando todos os nossos mártires. E conclui: “Nós, brasileiros, devemos nos envergonhar do Brasil de hoje, e nos orgulhar do Brasil do passado”.

Bom debate > O debate entre Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL) promovido ontem pela Rádio Liberdade (Caruaru) teve grande audiência no Agreste porque foi transmitido por um “pool” de emissoras daquela região.

A desgraça > Do advogado Paulo Henrique Maciel, defensor de presos políticos durante o regime militar: “A pior desgraça que há na política brasileira, hoje, é esse Jair Bolsonaro, que teve a insensatez de fazer elogios ao general Carlos Alberto Brilhante Ustra, o único torturador brasileiro reconhecido pela Justiça”.

Com tudo > A tropa de Paulo Câmara (PSB) começa a ocupar, a partir de hoje, todas as cidades da área metropolitana para tentar evitar um 2º turno entre ele e Armando Monteiro (PTB). É voz corrente na Frente Popular que se Paulo não vencer no 1º, pode se complicar no segundo.

De volta > Se as pesquisas estiveram certas, Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE) estarão de volta ao Senado a partir de fevereiro, assim como Jarbas Vasconcelos (PE). Quem não está muito bem em Roraima é Romero Jucá (3º colocado). Todos pertencem ao MDB.

Aviso prévio > Por equívoco, a coluna informou ontem que os candidatos a senador do prefeito do Cabo, Lula Cabral, eram Jarbas Vasconcelos e Bruno Araújo (PSDB). Na verdade, são Bruno e Humberto Costa (PT). Lula avisou previamente ao governador que não apoiaria Jarbas.

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