Público hostiliza jornalistas à espera da posse de Bolsonaro

A cada aproximação dos jornalistas à área de contenção onde estão concentrados, apoiadores de Bolsonaro gritam palavras de ordem contra a imprensa

Presidente eleito Jair BolsonaroPresidente eleito Jair Bolsonaro - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os jornalistas são o principal alvo dos apoiadores que aguardam, nesta terça-feira (1º), a posse de Jair Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto.

Centenas de pessoas, que se reúnem desde cedo na Praça dos Três Poderes, em Brasília, gritam palavras de ordem contra a imprensa, como "Folha lixo", "Globo lixo", e exaltam as redes sociais - houve uma onda de gritos "WhatsApp! WhatsApp!"- e emissoras como SBT, Record e Jovem Pan como meios de acesso à informações de suas preferências.

As palavras de ódio contra a imprensa estão ancoradas no discurso do próprio Bolsonaro que, durante toda a campanha eleitoral, desqualificou veículos de comunicação tradicionais que faziam a cobertura de sua corrida pela Presidência.

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Costumava classificar de "fake news" qualquer notícia que o desagradasse e fez um discurso público hostil contra esta Folha, dizendo que o jornal não teria mais "verba pública do governo" com sua eleição.

"Imprensa vendida, meus pêsames", encerrou à época, sob gritos da plateia.
Nesta terça, vestidos, em sua maioria, de verde e amarelo e enrolados na bandeira do Brasil, os bolsonaristas repetem o script.

A cada aproximação dos jornalistas à área de contenção onde estão concentrados, gritam palavras de ordem contra a imprensa e xingam repórteres, fotógrafos e cinegrafistas.

Abordados individualmente para entrevistas, alguns deles pedem desculpa pelo comportamento da maioria.

Nas primeiras cinco horas de espera até a passagem da faixa presidencial, que deve ocorrer por volta das 16h30, os apoiadores de Bolsonaro intercalavam momentos de hostilidades à imprensa e aplausos quando carros da polícia federal passavam pela Esplanada.

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