Questão ucraniana

Putin e Macron falam sobre crise na Ucrânia e 'garantias de segurança'

Os dois líderes concordaram em continuar os contatos por telefone mas também, segundo o Kremlin, estudar "a possibilidade" de se encontrarem pessoalmente

Presidente francês, Emmannuel Macron,Presidente francês, Emmannuel Macron, - Foto: Darko Vojinovic / POOL / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, falaram por telefone pela segunda vez em quatro dias nesta segunda-feira (31), sobre as tensões na Ucrânia e as preocupações com a segurança, informou o Kremlin.

"A troca de opiniões continuou sobre a situação em torno da Ucrânia e questões relacionadas a fornecer à Rússia garantias de segurança de longo prazo e estabelecidas legalmente", disse a presidência russa em comunicado divulgado após a ligação.

De acordo com o Kremlin, Putin "mencionou novamente, em detalhes, as abordagens de princípios para esses problemas".

Os dois líderes, que já haviam se falado na sexta-feira, concordaram em continuar os contatos por telefone mas também, segundo o Kremlin, estudar "a possibilidade" de se encontrarem pessoalmente.

De acordo com a presidência francesa, a troca desta segunda-feira é a continuação das conversas de Macron com Putin e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em 28 de janeiro e faz parte da lógica de "desescalada".

A ligação é a mais recente de uma série de conversas diplomáticas entre altos funcionários de Moscou, Bruxelas e Washington sobre o conflito na Ucrânia e as divergências entre a Rússia e o Ocidente sobre a segurança na Europa.

A Rússia é acusada de concentrar desde do final de 2021 até 100.000 soldados na fronteira ucraniana, planejando um ataque. Diante disso, os Estados Unidos e o Reino Unido ameaçaram novas sanções contra Moscou.

O governo da Rússia nega planejar uma invasão e exige garantias por escrito para sua segurança, incluindo a rejeição de uma adesão da Ucrânia à Otan e o fim da formação militar da Aliança Atlântica no Leste.

No entanto, essa demanda importante foi rejeitada pelos Estados Unidos na semana passada em uma resposta por escrito a Moscou. O Kremlin disse que estava considerando sua reação.

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