Quadrilha especializada em arrombamento de cofres é desarticulada em Pernambuco
A quadrilha, composta por dez pessoas, atuava nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte
Uma quadrilha que agia nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, praticando arrombamentos a cofres de bancos, postos de gasolina e casas lotéricas, foi desarticulada durante a Operação Penumbra, comandada pelos delegados Paulo Jean Barros Silva, titular da Delegacia de Trânsito e Luiz Alberto Braga, adjunto da Roubos e Furtos. No total foram presas dez pessoas – cinco delas já haviam sido capturadas em ações de rotina da polícia, praticando outros delitos.
Entre os membros estão os irmãos Ozéas Barbosa dos Santos Horácio, 25 anos, e Daniel Barbosa dos Santos, 20 anos, que lideravam a quadrilha. Vindos de uma família de serralheiros, eles se utilizavam do ofício para, por exemplo, serrar os cofres com instrumentos que facilitavam a ação. “Os irmãos cresceram trabalhando no negócio do pai, no bairro do Jordão. Ozéas, o mais velho, era quem articulava e fazia todo o planejamento do ato criminoso. Já o irmão mais novo agia no corte dos cofres”, contou o delegado Luiz Alberto Braga.
Além dos dois irmãos foram presos Anderson Aureliano Cavalcanti Nunes, conhecido como Binho; Lucas Barros Ferreira Souza, o ‘Nenei’; Rafael Freitas Marinho, peso no estado de Minas Gerais; Walter Lan Barbosa de Araújo; Wilson Pereira Porto, conhecido como ‘Cocada’; Alex Arantes de Melo, o ‘Cuscuz’; Sérgio Alexandre Nascimento de Andrade e Sérgio Monteiro Moura – estes últimos presos em flagrante junto com Ozéas, quando estavam a caminho de mais uma prática delituosa.
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“Cada um deles tinha uma atividade definida no grupo. O Alex, por exemplo, agia com violência na abordagem dos vigilantes e também fazia a retaguarda para que os demais tivessem acesso ao local do roubo”, completou Braga.
Os suspeitos também estão sendo investigados pela aquisição de bens de alto valor, como carros e imóveis, fruto dos produtos dos roubos. “Era uma quadrilha que tinha um valor expressivo de bens, por isso foi solicitado um levantamento financeiro para verificar o lucro da quadrilha e os produtos adquiridos em face da prática dos crimes de roubo”, ressaltou o delegado Paulo Jean Barros Silva.

O delegado Paulo Jean, esteve à frente da Operação Penumbra - Crédito: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

