POLÍCIA

Quadrilha presa teria arrombado mais de 10 bancos em Pernambuco

Detalhes da Operação Chapa Quente foram divulgados, na manhã desta segunda-feira, pela Polícia Civil

Urna eletrônicaUrna eletrônica - Foto: TSE

Uma quadrilha especializada em arrombamentos de caixas eletrônicos com uso de maçarico foi desarticulada, pela Polícia Civil, durante a Operação Chapa Quente, deflagrada há cerca de cinco meses e que qualificou oito criminosos. Segundo a polícia, a quadrilha teria arrombado mais de 10 bancos em Pernambuco. Os detalhes das prisões foram divulgados na manhã desta segunda-feira (28).

Segundo Paulo Berenguer, da Delegacia de Repressão aos Roubos e Furtos, esta é a 13ª quadrilha desarticulada pelo tipo de crime somente este ano. De acordo com o delegado, em 2016, foram 88 prisões, gerando o encaminhamento à Justiça de 95 inquéritos com autoria.

De acordo com Paulo Berenguer, com a prisão, houve uma redução sensível nos arrombamentos com uso de maçarico. "Nós já conseguimos reduzir os assaltos a bancos tradicionais. O foco total da Polícia Civil é prender quadrilhas e organizações que atuam com o uso de explosivos, já que é preocupante a forma como é feita a ação, além de ser bastante violenta a investida deste tipo de criminalidade", comentou o delegado.

O delegado Vinícius Notari, também da Delegacia de Repressão aos Roubos e Furtos, detalhou a Operação Chapa Quente e disse que alguns envolvidos foram presos enquanto arrombavam uma agência em Bezerros, no Agreste. "A operação começou a partir daí. Foram dois presos ainda dentro da agência e outros dois dando suporte em um táxi", comentou. Ainda na ação criminosa, duas pessoas foram libertadas.

A polícia comentou que, entre os envolvidos, existia três pessoas de uma mesma família e que alguns criminosos eram de Santa Catarina. "Um dos membros recepcionava esse povo que vinha de Santa Catarina. Raphael Feitosa da Silva, conhecido como Bozó, era responsável por alugar carros e flats, por exemplo. Os forasteiros eram responsáveis pela parte técnica, como fazer o trabalho de levantamento com relação ao abastecimento dos bancos e o mapeamento das câmeras de segurança. Eles também eram os responsáveis por inibir o circuito das câmeras de segurança e alarmes. Esse pessoal trocava informação com gente do Rio de Janeiro e São Paulo", revelou Notari.

Ainda segundo o delegado, oito pessoas foram indiciadas, sendo que quatro já estavam presas, e uma pessoa segue foragida. Outras duas participaram dos crimes, mas ainda não foram qualificadas. Os envolvidos foram encaminhados ao presídio. Além dos crimes referentes aos arrombamentos, eles também foram indiciados por associação criminosa armada.  Se somadas, as penas ultrapassam mais de 30 anos.

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