Quatro bairros ficam sem água em Olinda

Rompimento de tubulação em local de difícil acesso exige construção de acesso para a realização das obras de reparo

Tubulação estourada no Fragoso é considerada de grande porte, com 500 mm de diâmetroTubulação estourada no Fragoso é considerada de grande porte, com 500 mm de diâmetro - Foto: Paullo Allmeida

Uma tubulação de água estourou em um matagal do bairro Fragoso, em Olinda, no último domingo (3). A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) teve que interromper o abastecimento em mais três bairros da cidade - Jardim Atlântico, Casa Caiada e Rio Doce. Segundo alguns moradores, a suspensão não faz diferença alguma, já que é difícil ter água mesmo em dias normais.

Funcionária de um bar próximo à rodovia PE-15, Avani Vieira, 67 anos, mora nos limites dos bairros Tabajara e Fragoso. Ela conta que precisa ser rápida nos momentos em que chega o abastecimento. “Não dá nem tempo de encher direito as coisas”, lamenta. “Isso é uma falta de humanidade. Porque só quem sofre é a gente, que é pobre.”

Ao longo do bairro, as reclamações continuam. “Tendo estourado cano ou não, tanto faz. Às vezes chega aqui embaixo, mas, lá em cima (onde mora), não chega. E o carro-pipa não sobe. Aqui é terra de dificuldade”, queixa-se a costureira Vera Lúcia de Souza, 49.

Vizinha de Vera, a dona de casa Jacilene dos Santos, 35, afirma que o abastecimento é praticamente uma “surpresa”. “Se eu não me engano, chegou água sábado (passado). Mas foi de madrugada e não dá tempo de juntar. Às vezes tenho que virar a noite acordada para juntar, ficar de olho nas torneiras”, diz.

O lugar onde houve o rompimento da tubulação é de difícil acesso. Até a noite desta terça-feira (5), a Compesa ainda não havia começado a executar o reparo por causa da necessidade de abrir um caminho no matagal para que os funcionários conseguissem transportar equipamentos, outros profissionais e materiais para o local.

Vizinho à tubulação rompida, o morador João Urbano alega que nunca falta água na casa dele. “Aqui não falta, não. Está faltando hoje, por causa da obra. Não vou mentir, né? É tranquilo”, testemunha.

Por se tratar de uma região de mangue, os serviços de reparo da tubulação rompida - que é considerada de grande porte, com 500 milímetros de diâmetro - são tidos como complexos. Os técnicos da empresa esperam finalizar os trabalhos até esta quinta-feira (7).

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