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'Quem não votou em mim não será perseguido', diz Bolsonaro

Declaração foi feita ao ser questionado sobre como falaria com as pessoas que afirmam estar com medo de sua vitória

'Nós já temos cinco [ministros] definidos. No caso vamos tirar um desses e botar uma mulher só porque é mulher?', respondeu Bolsonaro em entrevista'Nós já temos cinco [ministros] definidos. No caso vamos tirar um desses e botar uma mulher só porque é mulher?', respondeu Bolsonaro em entrevista - Foto: Mauro Pimentel/AFP

Eleito com quase 58 milhões de votos, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou na noite desta segunda-feira (28) que não perseguirá os que não o apoiaram nas urnas. "Aquele que não votou em mim, pode ficar tranquilo que não será perseguido e que terá espaço no nosso governo", disse em entrevista ao SBT.

A declaração foi feita ao ser questionado sobre como falaria com as pessoas que afirmam estar com medo de sua vitória. "Vamos respeitar a maioria. A nossa votação representou a maioria dos votos válidos. Essas pessoas acreditaram naquilo que nós pregamos ao longo da pré-campanha e da campanha também", afirmou. Bolsonaro voltou a repetir que 'todos estão no mesmo barco' e que este não é momento de grupos divergentes trabalharem contra si.

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Perguntado sobre o papel da oposição em seu governo, o presidente eleito deu as boas vindas. "A oposição é bem-vinda, ela pode, em sendo responsável, evitar que você cometa um deslize, pode aperfeiçoar projetos", afirmou.

Ele disse já ter respondido ao cumprimento feito por seu adversário no segundo turno, o petista Fernando Haddad, ao dizer que o Brasil 'merecia o melhor'. A troca de mensagens se deu por meio das redes sociais nesta segunda, eles não se falaram por telefone.

Bolsonaro
disse que poderia conversar com o PT, mas que o diálogo dependeria do partido. "Eu conheço bem o PT e eles me conhecem. No que depender de mim a gente pode conversar. Depende deles essa conversa agora. Não podemos ceder em pontos capitais que a esquerda defende e nós, não", afirmou.

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