Raquel fez o meio de campo entre Bruno e Armando
A prefeita tem tido atuação política discreta à frente do maior município do Agreste
Coube à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, jovem liderança do PSDB estadual, atuar nos bastidores no final de semana para superar as divergências políticas entre o deputado Bruno Araújo e o senador Armando Monteiro. Nada relacionado com a sucessão pernambucana, e sim com a sucessão presidencial. Bruno foi cobrado pela direção nacional do PSDB por estar apoiando Armando para governador sem qualquer contrapartida em relação à candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República. Foi quando Armando entrou em campo, com uma nota negociada com o próprio Bruno e a prefeita Raquel Lyra, prometendo abrir espaço em seu palanque para o ex-governador de São Paulo, que tem baixa aceitação no Nordeste e menos ainda em Pernambuco. A prefeita demonstrou neste episódio sua enorme capacidade de articulação política, embora esteja atuando com discrição à frente da sua prefeitura. Quase não fala sobre política, em que pese sua condição de gestora do maior município do Agreste e do seu parentesco com o ex-governador João Lyra Neto (seu pai) e o ex-deputado Fernando Lyra (seu tio). O PSDB precisa de mais protagonismo em Pernambuco e Raquel poderia cumprir esse papel a lado dos deputados Bruno Araújo e Betinho Gomes. Mas, por razões que a própria razão desconhece, sua atuação política tem sido discreta em relação à importância do cargo que ocupa.
É difícil escolher vice
Raul Henry (MDB) foi escolhido vice de Paulo Câmara (PSB) em 2014 sem nenhum problema para selar a unidade política entre o deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) e o então governador Eduardo Campos. Hoje, a 10 dias do prazo para o encerramento das convenções, o governador ainda não tem vice. Pode ser que já tenha na cabeça, mas o nome ainda não foi anunciado.
É Bruno! > familiares de Bruno Araújo (PSDB) confirmam que ele será o segundo senador da chapa de Armando Monteiro (PTB) e que a candidatura será anunciada ainda esta semana. Ele sabe que é uma “eleição de risco”, mas está disposto a sacrificar-se em prol de Alckmin.
A réplica > Armando Monteiro (PTB) voltou a definir como “coisa de marqueteiro” a investida do PSB contra a Frente das Oposições chamando-a de “palanque de Temer”. Devolve a crítica dizendo que Jarbas e Raul Henry (MDB) são do mesmo partido do presidente da República.
A volta > Ridícula a declaração feita por Lula ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, de que vai criar o “Dia do Volto”. Dizer que será candidato de todo jeito é agressão à Justiça Eleitoral, que ainda vai analisar o pedido de registro de sua candidatura.
Pão com pão > Se Luciana Bivar (PSL) for mesmo convidado por Jair Bolsonaro (PSL) para ser seu vice, ficará uma chapa “pão com pão”. Esta possibilidade existe, já que o senador Magno Malta (PR-ES) não topou o convite e a advogada Janaína Pascoal está indecisa.
Condecoração > A Câmara de Vereadores de Garanhuns outorgou a medalha Amilcar da Mota Valença ao ex-prefeito Ivo Tinô do Amaral, criador do “Festival de Inverno” que está se realizando naquela cidade. O projeto foi de autoria do vereador Alcindo de Melo Correia.

