Carlos Britto

Reabertura do comércio revela cisão entre Prefeitura de Petrolina e Governo

As lojas de Petrolina abriram em um clima de incerteza quando o Governo de Pernambuco divulgou nota negando a liberação do funcionamento do comércio no Estado

Carlos Britto escreve de segunda a sextaCarlos Britto escreve de segunda a sexta - Foto: Divulgação

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, enfrenta uma volta turbulenta do comércio. De acordo com o balanço das fiscalizações, só nessa segunda-feira (1), foram cerca de 376 estabelecimentos notificados, 80 interditados e 6 conduções à delegacia por resistência dos cidadãos em obedecer às medidas sanitárias ou por desacato. As inspeções ainda são em caráter educativo, passando a valer mesmo a partir da segunda semana de junho.

No entanto, essa está longe de ser a maior polêmica. Depois de cerca de 80 dias com comércio parado, as lojas de Petrolina abriram em um clima de incerteza quando o Governo de Pernambuco divulgou nota negando a liberação do funcionamento do comércio no Estado.

O prefeito até então estava acompanhando a decisão do governador e sustentou que a decisão de abrir foi tomada de forma harmoniosa entre os dois:

“Eu sei bem o que eu falei com o governador e também o que o governador falou para mim. Fiquei de conversar com ele e só depois disso devo me posicionar novamente”, afirmou Miguel.

O prefeito de Petrolina assegura que a 8º Gerência Regional de Saúde detém os melhores resultados de acompanhamento e prevenção ao contágio do Covid-19 e que a maior cidade do sertão tem números que atestariam sua decisão.


Sem adiamento - O Prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares, torce para que não haja adiamento das eleições, uma vez que todos foram eleitos até 31 de dezembro. Para ele a solução seria aumentar o número de sessões e urnas para evitar aglomerações.

Em maus bocados – Em Ouricuri o prefeito Ricardo Ramos se viu obrigado a esclarecer porque aparece em uma imagem de aglomeração que circula nas redes sociais. Na foto ele aparece com mais 11 pessoas ao redor de uma mesa. Apesar de dizer que estavam almoçando, o prefeito não explicou porque o distanciamento de no mínimo 1,5m não foi respeitado.

Cobrança - Em Gravatá, no Agreste, vereadores da oposição acusam o prefeito Joaquim Neto de descaso com a saúde pública e de ignorar a crise causada pela Covid-19. Em nota afirmam que o prefeito usa o momento para palanque político. O curioso é que não há ações de advertência ao município movidas pelo MPPE.

WhatsApp - A prefeita de Frei Miguelinho, Adriana Assunção, foi mais um alvo de áudios de WhatsApp com críticas a sua gestão e jogou a culpa na oposição, afirmando que não passa de politicagem em época de campanha eleitoral.

Um vice pra chamar de seu - Em Afrânio, o ex-deputado federal Adalberto Cavalcanti procura um vice-prefeito desesperadamente. Só essa semana o vereador Genilson Barbosa, o Pretinho e o médico e seu sobrinho, Ramon Cavalcanti disseram não a candidatura de vice. Na cidade Já tem até bolão para saber quem aceita a vaga.

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