Reajuste na tarifa de ônibus será discutido por Conselho nesta sexta

Essa é a segunda vez que o grupo marca o encontro. Na sexta-feira passada, uma liminar impediu que o tema fosse discutido sem que documentos com dados técnicos fossem divulgados aos conselheiros

Em um dia, Gonzaga Patriota roda mais de 1.500km visitando suas bases políticasEm um dia, Gonzaga Patriota roda mais de 1.500km visitando suas bases políticas - Foto: Divulgação

O reajuste da tarifa de ônibus na Região Metropolitana (RMR) será discutido nesta sexta-feira (13), às 8h30, em um encontro do Conselho Superior de Transportes Metropolitano (CSTM). Essa é a segunda vez que o grupo marca o encontro. Na sexta-feira passada, uma liminar impediu que o tema fosse discutido sem que documentos com dados técnicos fossem divulgados aos conselheiros.

O encontro foi remarcado depois de um estudo da composição tarifária feito pelo Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT), gestor do sistema, ter sido disponibilizado aos integrantes do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), que votarão o índice de aumento.

Nessas planilhas, o GRCT aponta três cenários de reajuste. No menos oneroso aos passageiros, o anel A subiria de R$ 2,80 para R$ 3,10, e o B, de R$ 3,85 para R$ 4,30.

Nesse primeiro cenário, o índice aplicado seria de +11,10%, mas o valor não prevê o custeio da renovação da frota ao longo do ano. Significa que, em troca de um aumento menor, o passageiro te¬ria que continuar convivendo com ônibus cada vez mais velhos. O próprio estudo do GRCT indica que, dos 2,8 mil coletivos que circulam na RMR, 467 estão com vida útil acima da idade estabelecida - sete anos para ônibus tipo padrão, e dez para articulados.

No segundo cenário, haveria renovação da frota, mas o aumento da passagem seria de 13,89% - anel A, R$ 3,20, e B, R$ 4,40. Já o terceiro e último cenário, próximo ao defendido pelas empresas de ônibus e cuja possibilidade de aprovação pelos conselheiros é remota, prevê um reajuste de 34,74%, elevando o anel A a R$ 3,75, e o B, a R$ 5,20.

Nesse caso, a passagem ficaria bem mais cara porque passaria a absorver o custeio de isenções relativas a combustíveis, a remuneração de empresas de ônibus e o valor da operação de terminais integrados e estações de BRT. Hoje, parte desses custos é absorvida pelo Governo na forma de subsídios, que, neste ano, chegariam a R$ 221 milhões.

Todos os cenários, porém, consideram índices acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 6,9%. Se somente esse indicador fosse levado em conta, o anel A subiria para R$ 3.

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