Recife encerra Carnaval em noite com shows no Marco Zero

Artistas como Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença subiram ao palco

Encerramento do Carnaval do RecifeEncerramento do Carnaval do Recife - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

O Recife se despediu do Carnaval com uma maratona de apresentações. Na praça do Marco Zero, principal polo da folia pernambucana, a noite foi de shows. O pernambucano André Rio abriu as apresentações artísticas da noite. Famoso com canções como "Chuva de Sombrinhas", o cantor animou uma multidão de foliões. Também subiram ao palco Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença.

O encerramento da festa de Momo no palco principal do Recife Antigo teve início com a apresentação do maestro Duda, reverenciando as canções tradicionais do carnaval pernambucano. Em seguida, o cantor Geraldo Azevedo entoou seus sucessos como Dia Branco e Bicho de Sete Cabeças.

Homenageado do Carnaval de Olinda deste ano, Alceu Valença fez um show energético na Capital pernambucana. Seus sucessos eram cantados com tanta empolgação pelo público que o cantor não resistiu e sacou seu celular por diversas vezes para filmar a plateia. Ao ver o público cantar "Voltei Recife", ele sapecou: "Essa eu vou filmar para postar no meu Facebook", brincou.

A cantora Elba Ramalho foi a última atração a subir ao palco. Com sua versatilidade e energia, ela propôs ao público "um passeio pelo Brasil, cantando os ritmos de todas as regiões do País". E não decepcionou. No palco, ela cantou frevo, mangue beat, axé, forró, ciranda e maracatu. Em determinado momento, Elba tirou seus sapatos para ficar mais à vontade diante do público.

A presença de Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Elba Ramalho no mesmo dia lembrou a formação do projeto Grande Encontro, que teve a participação dos cantores. Nos bastidores, a cantora manifestou o desejo de uma performance conjunta dos artistas em seu show, mas admitiu que a não dependia somente dela a ideia. "Temos uma história em comum. Não é somente um projeto para ganhar dinheiro", disse Elba.

Por volta de quatro horas da manhã, o maestro Spok começou a convocar músicos, passistas de frevo, grupos de maracatu para o palco. Uma formação tão plural e volumosa como a diversidade e grandiosidade do próprio Carnaval pernambucano. Durante a apresentação, fogos deram o tom da celebração da festa carnavalesca. Por fim, o grupo deixou o palco para levar os foliões para a apoteose do Carnaval ao som de muito frevo. Um tom que não foi de adeus, mas até logo. Nos vemos no Carnaval de 2018.

Camarotes
Camarotes no Recife Antigo reduziram espaços públicos, como as calçadas. Para os foliões a privatização das áreas começa a "colocar em xeque a fama de maior Carnaval de rua do país". No Marco Zero, três camarotes privados montaram estruturas sobre as calçadas e na área da praça do Marco Zero. Os "puxadinhos" reduzem a área para quem vai assistir aos shows no principal palco da festa. "Eles podem fazer a festa dentro do prédio que é deles, mas colocar em cima da calçada já é demais", diz o estudante Pedro César Viana.

Na rua Marquês de Olinda, que dá acesso ao Marco Zero, o som de um dos camarotes "briga" com o do palco principal. "Não tem como ficar aqui não se entende nada do show, é só poluição sonora", afirma enfermeira Daiana Alencar. A redução do espaço público não se restringe ao Recife Antigo, no Galo da Madrugada (25) também havia camarotes montados em praças e calçadas.

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